QE 40/GUARÁ – Ferro velho causa polêmica com entulho no meio da rua

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A falta de espaço para trabalhar é a principal alegação para o dono de um ferro-velho na QE 40, do Guará II, o dono precisa colocar grande quantidade de entulho no meio da rua. Na última semana leitores do Jornal GuaraHOJE/Cidades e Blog do Amarildo ligaram à Redação reclamando da situação. Um deles chegou alegar que cortou o braço após uma queda nas proximidades do ferro-velho. A situação teria sido  provocada por fios, que, por sua vez, seriam de sucatas pertencentes ao “Sucatão”, como é chamado o ponto de recolhimento.

Após as reclamações, a reportagem esteve no local e ouviu o dono do espaço, o comerciante Gilberto Rodrigues da Silva. Ele explica que seu objetivo não é permanecer na QE 40, praticamente sem espaço para trabalhar. “Eu tinha um local na QE 46, que era autorizado pela Administração Regional do Guará, mas há quase dois anos, a mesma administração retirou todo o meu material de lá, isso após dizer que daria uma solução caso eu retirasse de lá um casal que morava dentro da área. Eu fiz o que pediram e simplesmente homens da administração foram lá e destruíram tudo, retiraram todo o meu material e passaram máquinas para limpar o terreno, mas não me realocaram para outra área”, reclama.

Gilberto Rodrigues: "fizeram promessas para me manter em um terreno na QE 46, mas foram lá e destruíram tudo"
Gilberto Rodrigues: “fizeram promessas para me manter em um terreno na QE 46, mas foram lá e destruíram tudo”

O ferro-velho em que atualmente trabalha, situado no conjunto C, ocupa dois lotes contíguos, próximo à linha férrea. Como ele diz que não tem espaço para estocar o material porque é pequeno, acaba espalhando-o pela rua, atrapalhando a circulação dos moradores.

Sobre o espaço anterior que ocupava, na QE 46, que ficava em frente ao posto de combustível, na época da distribuidora Shell, hoje da Ypiranga, diz que chegou a pagar R$ 80 mil em taxas, mas há quase dois anos a administração mandou retirar todo o seu material de trabalho do lugar.

Diz que se considera perseguido pelo poder público, prejudicando o seu negócio, já que dava que 23 empregos diretos, principalmente a ex-presidiários, pessoas sem instrução e profissão, sem qualquer acesso ao mercado de trabalho. Além disso, alega que sua empresa retirava do Guará cerca de 400 toneladas de lixo, sem cobrar nada por isso do governo.

Perguntado acerca do assunto, o administrador André Brandão, informou que o problema vem sendo acompanhado de perto. “Ele já foi notificado e até multado. Se não se organizar e tomar uma providência, o próximo passo vai ser a intervenção da área”, advertiu. No entanto, André afirmou que ordenou algumas regras, e que se o dono do ferro-velho cumprir, vai tentar um espaço para que ele possa depositar parte das sucatas.

 

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