Reajuste na conta da água deixa de fora pelo menos 45% dos consumidores do DF

 

Se for implantada, a tarifa de contingência de até 40% sobre a conta de água vai poupar o bolso de pelo menos 292,8 mil imóveis do Distrito Federal – o equivalente a 45,76% dos consumidores da Caesb –, que consumem menos de 10 mil litros de água por mês. O volume é suficiente para abastecer uma família de quatro habitantes, em média. Pelas regras, só esse grupo e centros de saúde, como hospitais e hemocentros, ficam liberados da taxa extra.

No último dia 7, a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento (Adasa) anunciou que a cobrança só entra em vigor quando o reservatório do Descoberto ou de Santa Maria atingirem nível de 25% ou menos. Como a conta de água também é associada à de esgoto, na prática, o consumidor só sentiria impacto de 20% no valor.

Então, a ordem é economizar água, para que o consumidor, principalmente aqueles que desperdiçam água lavando calçadas e carros, entre outros, pois a Caesb informou que 83% do consumo do DF vêm de pessoas físicas, que utilizam 13,5 bilhões de litros por mês. O comércio responde por 9% do consumo do DF, que escoa cerca de 1,5 milhão de litros d’água mensais. A indústria é responsável por 0,44% da água consumida – 72 milhões de litros por mês.

A Adasa prevê que a tarifa comece a ser cobrada daqui a duas semanas, se o nível de consumo se mantiver. Até o dia 11 passado, o reservatório do Descoberto estava com volume útil de 29,37%, e o de Santa Maria, 45,28%. Os reservatórios são responsáveis por abastecer 85% da população do DF.

De acordo com as regras, famílias de baixa renda que consumirem acima dos 10 mil litros mensais estarão sujeitas a um reajuste menor – 20%, em vez dos 40% que se aplicam ao restante da população. O mesmo desconto vale para todos os comércios e indústrias, independentemente do porte. De acordo com a Adasa, a tarifa de contingência é necessária para forçar a redução do consumo porque o DF entrou em  “situação crítica” .

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