Lideranças do Guará cobram ações da administração para preservar a Reserva Biológica

Zuleika Lopes – Uma comissão de moradores residentes próximos à Reserva Biológica do Guará, composta por 220 hectares, localizada na gleba 03 da área 29, esteve reunida na tarde de quarta-feira, 27, com a administradora regional do Guará, Vânia Gurgel. A pauta do encontro foi relatar e pedir providências junto ao órgão para a retirada de novos invasores que ocupam a Rebio levando a depredação da área ambiental, falta de proteção à fauna e a flora e insegurança aos vizinhos das quadras QI e QE 05.

A Rebio foi criada por meio do Decreto nº 11.262, de 16 de setembro de 1988, que deu origem à Reserva Ecológica do Guará, e do Decreto nº 29.703, de 17 de novembro de 2008. Este alterou a categoria de reserva ecológica para biológica e, com isso, ampliou o perímetro protegido e sua manutenção tem como objetivos a proteção da biodiversidade no local e a proteção da área do cerrado bem como a preservação da qualidade ambiental para que espécies como o peixe “Pirá-Brasília, que só existe no local, não seja extinto.

Vânia Gurgel ouviu o relato da comissão de moradores e se prontificou a contatar os órgãos competentes para agilizar a fiscalização no local. Outro ponto cobrado foi o cercamento do parque Ecológico Emechais Heringer, e da Rebio do Guará. Na opinião de Gurgel, “de nada adianta o cercamento se não houver projetos de Organizações não Governamentais, ligadas ao meio ambiente para ocupar definitivamente a área e evitar que ele seja invadido porque só quer a destruição ambiental”. Na ocasião, pediu aos presentes que apresentem projetos de cunho social e educativo para serem implementados no local.

Entre os presentes os ambientalistas Getúlio Pereira líder comunitário da QI 05; Robson Majus que faz parte da Comissão de Implementação da Política Distrital de Meio Ambiente, a dona de casa Zilda, Gama, do Fórum Permanente de Defesa do Parque e Érbio do Guará, dentre outros. Vale ressaltar que, em uma grande operação realizada pela hoje extinta Agefiz, foi realizada a retirada dos invasores no ano de 2017.A falta de implementação de projetos no local fez com que novos invasores adentrassem ao local.

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