Revés na eleição passada não intimida PT do DF, que tenta reconstrução

Legenda busca sua ‘reconstrução’ após derrota na disputa do Buriti em 2014, mas situação para o cargo majoritário é de cautela

Após reveses, o Partido dos Trabalhadores (PT) tenta se soerguer no Distrito Federal. Uma das legendas mais tradicional, que chegou a eleger nos últimos 20 anos dois governadores locais. Primeiramente, com Cristovam Buarque, em 1998, depois Agnelo Queiroz, em 2010, o PT do DF parte para se reorganizar a fim de reconquistar o seu espaço político local.

Faltando menos de três meses para as eleições deste ano, a legenda começa a traçar seus planos de campanha de forma que possa ter um desempenho à altura do seu passado recente. Até agora não há definição, por exemplo, quem será seu candidato na disputa ao Buriti este ano.

No entanto, o ex-presidente e atual diretor financeiro da Executiva do partido, Roberto Policarpo, afirma que dois nomes estão cotados para disputa do cargo majoritário. Tratam-se do economista Júlio Miragaia, ex-presidente da Codeplan (Companhia de Planejamento do Distrito Federal) e militante do partido, e Afonso Magalhães, ex-funcionário do Banco Central e antigo correligionário da agremiação.

Policarpo diz que a convenção para definir todas as candidaturas ocorrerá no próximo dia 28.  Acredita que a escolha sairá de um desses dois nomes.

Para o Senado, o PT deverá concorrer ao cargo com duas candidaturas: Wasny de Roure (que alça voo de distrital ao de senador) e o nome de Marcelo Neves, professor de Direito Constitucional na UnB. Contudo, pode haver mudanças.

À Câmara Federal, tentará a reeleição Erika Kokai e candidaturas de estreantes. Destaque para nomes como o do economista Expedito Veloso, Daniel Teixeira e o de Vanessa do TJ, entre mais de 30, dos quais 16 serão selecionados para concorrer ao cargo.

Para as eleições de distrital, Policarpo diz que a legenda preparou uma lista de candidatos que já chega a 48, dos quais 30 já estão escolhidos. Entre os mais conhecidos, além dele próprio, que já foi parlamentar federal, está os que vão tentar a reeleição como Ricardo Vale e Chico Vigilante.   Há ainda os que vão tentar retornar à Casa da qual já fizeram parte, como Arlete Sampaio e Geraldo Magela.

Segundo Policarpo, mesmo com um cenário político que esteve adverso, a interpretação que o partido faz é de que a prisão de Lula se deve mais a uma perseguição política do que qualquer outra coisa, sendo mais em função da retirada do ex-presidente da corrida ao Palácio do Planalto, já que as pesquisas o apontam na preferência do eleitorado. “A agenda do Temer é de retrocesso e o povo já percebeu isso, por isso estamos confiantes na ascensão do partido nas urnas”, acredita.

Ex-dirigente do PT Guará está otimista

O ex-presidente do PT no Guará Wagner Sampaio foi outro que se manifestou sobre o tema. “Eu vejo uma chance do PT no DF se reencontrar. A legenda ainda tem condições de aglutinar militantes. Vamos fazer uma campanha mostrando a grandeza do nosso partido e da nossa responsabilidade em voltar a governar. O descontentamento é muito grande com a política, mas a melhor forma de se reverter tudo isso é através do voto”, aposta.

(Foto de abre: www.pt.org – demais fotos de Amarildo Castro)

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