Servidores da Educação Municipal de Valparaíso rejeitam proposta da prefeitura e continuam em greve

“Por Amarildo Castro – Após iniciar movimento grevista em 22 de março, os cerca de 70% dos servidores da Educação Municipal de Valparaíso de Goiás decidiram rejeitar a proposta do Executivo local para reposição dos salários. O movimento é acompanhado ainda em menor escala por outras categorias de servidores do município. A decisão foi tomada pelo sindicato da categoria nesta quarta-feira (27) na sede da Câmara Municipal após assembleia para decidir os ramos do movimento grevista e para receber a proposta da prefeitura. Na prática, o Executivo local propôs um aumento de 3,94%, o que foi imediatamente rejeitado. Agora, enquanto os dois lados discutem o tema (prefeitura e servidores da Educação Municipal), a Câmara volta à pauta em 29/3 para a votação, mesmo dia em que ocorrerá uma nova assembleia para discutir a permanência ou não do movimento grevista.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores e Empresas de Valparaíso (Sindsepem/Val), Marcilon Duarte, a categoria pede 16,77% de reajusta, vale alimentação, gestão democrática, revisão dos planos de carreira, vale transporte integral e redução da carga horário dos servidores que completarem 20 anos de carreira. Duarte ainda ‘bate na tecla’ que a prefeitura teria margem orçamentária para arcar com as reivindicações da categoria, e por isso, os servidores não devem abrir mão da proposta inicial. “A LOA aprovada em 2018 prevê gastos de R$ 231 milhões com os servidores locais, e com base nisso, vimos que tem orçamento para arcar com nossas reivindicações”, comenta o presidente.

Marcilon Duarte, presidente do Sindsepem/Val em discurso nesta quarta (27) em frente à Câmara: proposta do Executivo foi rejeitada

Marcilon disse ainda ao Blog do Amarildo que durante todo o ano de 2018 a diretoria do Sindsepem/Val teve apenas duas reuniões com o prefeito Pábio Mossoró, e em 2019, só conseguiu se reunir pela primeira vez na terça (26), mesmo assim o prefeito teria garantido somente os 3,94% de reajuste mais vale transporte, o que não agradou à categoria. E que em seguida o projeto foi enviado à Câmara para aprovação, mas sem a concordância dos servidores da Educação e demais, causando desconforto aos trabalhadores.

Por telefone, a reportagem do Blog do Amarildo tentou falar diretamente com o prefeito Pábio Mossoró para que falasse sobre os argumentos da prefeitura, mas até a conclusão do texto, não havia conseguido contato.

A greve dos professores e servidores da Educação Municipal de Valparaíso coincide com um momento complicado da categoria em todo o Estado de Goiás. Em Goiânia, a capital, muitos servidores da Educação estadual estão com salários atrasados, e foi necessária a intervenção de Assembleia Legislativa para que os salários fossem pagos, liberando verbas de um fundo da Educação para quitar os débitos do a categoria. Mesmo assim, as reclamações não param, atingindo demais cidades goianas.

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