Usuários reclamam de supostas ‘falcatruas’ no Uber

Por Zuleika Lopes – Recebido no Distrito Federal como uma opção viável ao transporte tradicional individualizado realizado pelos táxis, em meados de 2015, o Uber já não é mais o mesmo e as reclamações contra o aplicativo só aumentam, e não existe uma aba para ouvidoria ou reclamações. Agilidade, preços baixos e atendimento diferenciado como o fornecimento de copos de água fizeram com que os clientes a cada dia aumentassem e, por muitos meses houve briga acirrada entre motoristas de táxis e Uber, devido a entrada de um concorrente o mercado até então anda competitivo. Herança de pai para filho, a licença para taxistas concedidas pelo Governo de Brasília, fez com que os mesmos, aos poucos, deixassem de oferecer um serviço de qualidade.

Ao utilizar o aplicativo do Uber, o cliente chama um motorista e o localizador indica o local onde o mesmo será pego. Durante a espera o cliente pode acompanhar o tempo que falta para o condutor do veículo chegar. Normalmente a espera é de três minutos. Nos últimos meses, as reclamações aumentaram devido a um problema no sistema ou má-fé do condutor. O tempo de espera aumentou muito e, geralmente o cliente insatisfeito, cancela a corrida e pede outra no aplicativo. É aí que os problemas começam. Se a taxa, por exemplo, for de 12 reais da viagem, o cliente terá que pagar a metade do preço pelo cancelamento na próxima corrida.

E o beco fica sem saída.Ou o cliente paga pela taxa de cancelamento ou não utiliza mais os serviços do aplicativo. Ou seja, paga uma corrida e meia. Um motorista do Uber acredita que outros colegas fazem isto de má-fé. “Estão ganhando sem trabalhar. Ficam parados e não chegam ao local de propósito. Vamos ter muitos problemas com esta conduta. E, se eu não cobro a taxa de cancelamento do cliente, o Uber cobra a taxa de mim. Outro dia peguei uma passageira que tem 192 reais de dívidas com o Uber. Não tive coragem de aplicar a taxa e expliquei a ela que deveria ir pessoalmente à sede do Uber em Brasília, que fica na Asa Sul”, esclarece o motorista.

1% para o governo

As normas que tratam do serviço de transporte individual privado por meio de aplicativos em Brasília, a exemplo do Uber e do Cabify, foram complementadas por quatro portarias da Secretaria de Mobilidade publicadas no Diário Oficial do DF dia 4/10.

“É um marco legal que vai permitir melhor qualidade do serviço e mais segurança para a população, mas sem causar dificuldade para a atividade econômica”, destaca o secretário adjunto de Mobilidade, Dênis de Moura Soares.

Portaria nº 56, de 3 de outubro de 2017, estabelece que o preço público a ser cobrado das operadoras do sistema é de 1% do valor de cada viagem. O certificado de autorização anual da operadora será suspenso em caso de inadimplência por três meses consecutivos ou intercalados no período de um ano. Soares explica que o preço público é devido porque a atividade econômica é exercida em vias públicas.

Selo terá código para averiguação de informações dos veículos

Para os veículos aprovados, deverá ser expedido um selo de validade da inspeção, conforme a Portaria nº 55, de 3 de outubro de 2017.

Além de identificar o carro como cadastrado no sistema, a marca apresentará informações sobre a inspeção veicular e deverá estar visível externamente, no lado direito inferior do para-brisa.

O secretário adjunto Dênis Soares afirma que essa é uma forma de os passageiros terem a certeza de que o veículo foi vistoriado. O selo terá ainda dois QR Codes— código lido por aparelhos celulares para conversão em links — que possibilitarão o acesso a informações sobre o veículo.

(Com informações da Agência Brasília /  Foto: Reprodução – Google)

 

 

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