Valparaíso de Goiás – Câmara endossa os 3,94% de aumento para servidores e categoria mantém greve

O impasse entre os servidores municipais de Valparaíso de Goiás e a prefeitura local continua depois de oito dias de greve. Na manhã desta sexta-feira (29), após votação em primeiro turno na Câmara Municipal de Vereadores, o Legislativo local seguiu as orientações do Executivo e votou favorável ao aumento de 3,94% para reposição de perdas da categoria, que pede por sua vez, 16,77%. Com isso, os servidores decidiram manter a greve. No entanto, quatro vereadores votaram contrários à proposta do Executivo. Foram eles: Silvano (PT), Agiliza (PR), Paulo Galego (PPL) e Professora Elenir (Pros).

De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores e Empresas de Valparaíso (Sindsepem/Val), Marcilon Duarte, disse que a categoria está triste porque a proposta do Executivo não avançou, mas que ainda espera ‘algo novo’ na próxima assembleia, que será realizada em frente à Câmara na próxima quarta-feira (3).

Categoria está insatisfeita com os 3,94% de aumento oferecidos pela prefeitura

Após deflagração da greve dos servidores municipais de Valparaíso, que chegou nesta sexta-feira (29) no seu oitavo dia, o movimento grevista não chegou atingir todas das secretarias municipais da cidade. Todas elas funcionam normalmente, com exceção da Secretaria de Educação, cujos funcionários lideram a greve.

Na Educação, o Sindsepem/Val, que representa a categoria, calcula que o número de adesões à greve chegou a 70%, mas a direção não soube informar qual foi o percentual de grevistas nas outras áreas.

Os servidores mais uma vez lotaram o auditório da Câmara Municipal de Valparaíso para cobrar reajuste maior

Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores e Empresas de Valparaíso (Sindsepem/Val), Marcilon Duarte, a categoria pede 16,77% de reajuste, vale alimentação, gestão democrática, revisão dos planos de carreira, vale transporte integral e redução da carga horária dos servidores que completarem 20 anos de carreira. Duarte argumenta que a prefeitura teria margem orçamentária para arcar com as reivindicações da categoria, por isso os servidores não devem abrir mão da proposta inicial. “A LOA (Lei Orçamentária Anual) aprovada em 2018 prevê gastos de R$ 231 milhões com os servidores locais e, com base nisso, vimos que tem orçamento para arcar com nossas reivindicações”, comenta o presidente.

Para o vereador Silvano (PT) a greve é justa. Lembrou que no ano passado o percentual de reajuste foi de 1,81% “O governo municipal pode melhorar as condições de trabalho da categoria em outros itens da pauta de reivindicação, não só na questão salarial, como a do vale transporte integral e na de gestão democrática quando da escolha do diretor da escola”, apontou.

A greve dos professores e servidores da Educação Municipal de Valparaíso coincide com um momento complicado da categoria em todo o Estado de Goiás. Em Goiânia, a capital, muitos servidores da Educação estadual estão com salários atrasados, e foi necessária a intervenção da Assembleia Legislativa para que os salários fossem pagos, liberando verbas de um fundo da Educação para quitar os débitos com a categoria. Mesmo assim, as reclamações não param, atingindo demais cidades goianas.

 

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