Valparaíso – Jogo de cintura de Pábio Mossoró acaba com a greve dos professores, mas aumento é só de 3,94%

Por Amarildo Castro – Avançaram as negociações entre a Prefeitura de Valparaíso e o Sindsepem/Val, o sindicato que representa os servidores do município. Com a promessa de negociar a partir de maio o vale-transporte integral e auxílio-alimentação, o prefeito Pábio Mossoró (PSDB) conseguiu um acordo entre as partes, e com isso, os professores retornaram às salas de aula nesta quinta-feira (4). Demais servidores que estavam parados em escala menor também retornaram aos seus postos. Entretanto, o aumento de salário não avançou e a proposta dos 3,94% de aumento foi mantida e deve ser sacramentada pela Câmara de Vereadores nesta sexta-feira (5).

Movimento grevista durou duas semanas e contou com adesão de 70% dos servidores da Educação

Segundo o presidente do Sindsepem/Val, Marcilon Duarte, a assembleia da última quarta (3) aprovou por unanimidade de votos a suspensão do movimento grevista, porém, a categoria continua em estado de greve, com uma assembleia marcada para o dia 07 de maio de 2019, para que o prefeito municipal abra a mesa de negociação com a direção do Sindicato. “Buscaremos avançar em pautas como: a aplicação imediata do Vale Transporte integral e Auxilio alimentação. São duas pautas que imediatamente construiremos em uma mesa de negociação. A categoria rejeitou o reajuste de apenas 3,94% que estão sendo aprovados pela maioria dos vereadores. Esse reajuste, o executivo enviou sem nenhuma negociação com os trabalhadores. Continuaremos mobilizados”, disse.

Ele acrescenta que houve a abertura de negociação, avanços para o vale-transporte integral e discussão acerca do vale alimentação.

Na manhã desta quinta, escolas como a Aquarela das Letras, do Cruzeiro do Sul, que chegou a funcionar só para três turmas no período da greve teve aulas normais, trazendo de volta a rotina de alunos e pais, que por sua vez, tiveram dias difíceis com a greve.

O impasse entre os servidores municipais de Valparaíso de Goiás e a prefeitura local durou duas semanas, paralisando aulas em cerca de 47 escolas e algumas secretarias de forma mais discreta.

Na Educação, o Sindsepem/Val, que representa a categoria, calcula que o número de adesões à greve chegou a 70%.

 

Be the first to comment

Leave a Reply

Seu e-mail não será publicado.


*