Confea ignora Justiça e mantém eleição presencial em plena pandemia

São cerca de um milhão de profissionais aptos a votar no país, em urnas e cédulas de papel e apuração manual, uma realidade que vai contra todas as medidas de proteção à saúde

As eleições do Conselho Federal e dos Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia (Confea e Creas) foram marcadas para o dia 15 de julho. Porém, a Justiça Federal determinou que o pleito fosse adiado para o último trimestre do ano, para proteger a vida dos eleitores, suas famílias e dos trabalhadores que atuariam no processo. A três dias das eleições, o Confea não se manifestou e nem comunicou aos profissionais sobre a medida judicial, dando prosseguimento ao processo eleitoral, como se nada estivesse acontecendo. 

Foi preciso que profissionais e entidades dos diversos estados brasileiros recorressem às várias instâncias da Justiça para que as eleições do chamado Sistema Confea/Crea e Mútua fossem adiadas, neste momento crítico de pandemia que assola o Brasil. Se não fosse pelo respeito à determinação de autoridades públicas e científicas, que o Confea respeitasse os profissionais e a sociedade.

Juntamente com essa reivindicação, acatada pela 17ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal, o processo eleitoral que poderia ser realizado pela internet, respeitando o isolamento social – e oportunizando que todos os eleitores exercessem democraticamente o direito de escolha – é mantido em moldes arcaicos e desprovidos de segurança sanitária pelo Conselho Federal. Destaca-se que se trata de um Conselho profissional cujo princípio básico é a tecnologia.

Os profissionais aguardam a comunicação oficial do Confea, enquanto vivem na incerteza da realização das eleições de seu sistema profissional.

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