- Educador explica os benefícios de ler no recesso e indica algumas das obras mais cobradas nas provas
Unidade Recreio da Rede Alfa CEM Bilíngue
Divulgação/Alfa CEM
Uma ótima estratégia que pode ser adotada pelos estudantes durante as férias é aproveitar o período para colocar em dia a leitura de algumas obras que cairão no vestibular. Embora o instinto seja descansar totalmente, dedicar um tempo para a leitura agora pode trazer vantagens no futuro. Durante o ano letivo, simulados e matérias acumuladas farão parte do calendário, logo, ler nas férias permite que o estudante aprecie a história de forma mais leve, o que ajuda na absorção dos detalhes.
“Quando o aluno lê sem pressa, a compreensão do enredo é mais profunda do que quando o estudante lê apenas para cumprir tabela. As listas de livros costumam ser extensas e ler dois ou três livros no recesso escolar pode fazer com que o aluno tenha horas livres a mais durante o semestre para focar no estudo teórico das matérias”, explica o diretor-pedagógico do Ensino Fundamental Anos Finais e Ensino Médio da Rede Alfa CEM Bilíngue, Rafael Galvão.
O diretor-pedagógico indica cinco obras literárias que podem ser boas leituras para o período das férias:
Dom Casmurro (Machado de Assis): este é um dos livros mais presentes nos vestibulares. A obra é a porta de entrada para o Realismo Brasileiro, apresentando uma análise profunda da sociedade carioca do século XIX e explorando a técnica narrativa do narrador não confiável.
“É comum que a discussão sobre o livro gire em torno da pergunta ‘Capitu traiu ou não traiu Bentinho?’, mas existem outras possibilidades que também podem ser abordadas. Um outro foco possível pode ser em como Bento Santiago reconstrói o passado para justificar seu ciúme e sua solidão”, ressalta o educador.
Ainda Estou Aqui (Marcelo Rubens Paiva): este relato autobiográfico é uma importante obra da literatura brasileira contemporânea que aborda a resistência e os traumas causados pela ditadura. O livro integra a lista de leituras obrigatórias para o vestibular da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
“O texto narra a luta de Eunice Paiva, que, após a prisão e o desaparecimento do marido, assume o papel de chefe de família e advogada para proteger seus filhos e descobrir a verdade. Anos mais tarde, a obra ganha uma nova dimensão ao mostrar Eunice lidando com o Alzheimer, traçando um paralelo entre o esquecimento da história nacional e o apagamento da sua própria consciência”, comenta Galvão.
Luanda, Lisboa, Paraíso (Djaimilia Pereira de Almeida): um romance sobre o desenraizamento e a desilusão do imigrante em solo europeu. A escrita expõe como o racismo estrutural e a pobreza transformam a esperança de uma vida nova em uma lenta degradação da dignidade. O livro também está na lista da UERJ.
“A trama foca em Cartola e seu filho, Aquiles, que saem de Angola com destino a Lisboa para realizar uma cirurgia corretiva. O que deveria ser uma jornada de cura torna-se um exílio em bairros periféricos, onde pai e filho se veem presos em um ciclo de precariedade, enquanto a distância de casa e a falta de futuro corroem sua relação”, comenta o diretor-pedagógico.
Opúsculo Humanitário (Nísia Floresta, pseudônimo de Dionísia Gonçalves Pinto): essa é uma obra importante por ser um texto precursor do feminismo no Brasil. A publicação critica a estrutura social do século XIX desfavorável e defende o direito das mulheres à educação.
“Ela argumenta que a falta de acesso ao conhecimento e o foco exclusivo na educação para o casamento são os fatores que impedem as mulheres de desenvolverem seu potencial intelectual, moral e social. Para a autora, uma educação sólida permite que as mulheres se tornem cidadãs ativas, informadas e capazes de contribuir para a sociedade”, explica Galvão.
O Cortiço (Aluísio Azevedo): um dos principais expoentes do Naturalismo no Brasil, o livro funciona como um experimento social que analisa o comportamento humano sob condições extremas. A obra retrata a cidade do Rio de Janeiro em ebulição, onde o ambiente molda o caráter e os instintos dos indivíduos de forma implacável.
“A narrativa gira em torno da ambição desenfreada de João Romão, que explora a mão de obra de Bertoleza para enriquecer. Através de um painel de personagens como a Rita Baiana e o europeu Jerônimo, o livro descreve a vida fervilhante na habitação coletiva, onde o desejo, a exploração e a influência do meio transformam profundamente cada morador”, finaliza o educador.
Sobre a Rede Alfa CEM Bilíngue
A Rede Alfa CEM Bilíngue foi idealizada através do sonho de uma professora de História e tem uma Filosofia Educacional que impulsiona a percepção do aluno, fazendo-o refletir, questionar e principalmente transformar. Hoje, a Rede mantém uma sólida premissa de que o conhecimento humano é o maior tesouro a ser legado para as próximas gerações e que, ao mesmo tempo, a autonomia intelectual oferecerá ao estudante a capacidade de manusear o conhecimento, adquirido e/ou produzido, de maneira única e autêntica. A Rede Alfa CEM Bilíngue aposta na diversificação metodológica para gerar o prazer da aprendizagem, seguida pelo desenvolvimento de múltiplas formas de aprender durante toda a vida, o que permite obter resultados em primeiro lugar nos últimos anos do ENEM em toda a Rede e manter a taxa de 100% de aprovação das Provas de Proficiência de Cambridge. Saiba mais em: alfacembilingue.com.br.