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| O envelhecimento de cães e gatos não acontece de forma abrupta. Ele se instala aos poucos, quase silenciosamente, e muitas vezes passa despercebido pelos tutores. Um animal que dorme mais, brinca menos ou demora a se levantar pode não estar apenas “ficando mais calmo” — pode estar dando os primeiros sinais de que entrou na fase sênior da vida. Com o aumento da expectativa de vida dos pets no Brasil, cresce também a necessidade de olhar para o envelhecimento como uma etapa que exige atenção médica específica, rotina adaptada e acompanhamento constante. Assim como ocorre com humanos, a terceira idade dos animais traz mudanças físicas, metabólicas e cognitivas que impactam diretamente o bem-estar. “Muitos tutores só percebem que o animal está idoso quando surge uma doença, mas o ideal é agir antes. Envelhecer bem é resultado de prevenção”, explica o médico-veterinário geriatra Diego Mendes, do Nouvet Centro Veterinário 24h. Quando o pet é considerado idoso? Não existe uma idade única para definir a velhice animal. O porte, a raça e o histórico de saúde influenciam diretamente. Em geral, cães de grande porte entram na fase sênior por volta dos 6 a 7 anos, enquanto os de pequeno porte podem envelhecer mais tarde. Já os gatos costumam ser considerados idosos a partir dos 10 anos. O desafio é que muitos sinais do envelhecimento são confundidos com “comportamento normal da idade” e acabam ignorados. “Dificuldade para subir no sofá, menor disposição para passeios ou alterações no apetite não devem ser naturalizadas. São sinais clínicos importantes”, alerta Diego Mendes. Doenças silenciosas e diagnóstico tardio Entre os problemas mais comuns em pets idosos estão doenças articulares, insuficiência renal, cardiopatias, alterações hormonais e perda progressiva da visão e audição. Em muitos casos, essas condições evoluem lentamente e só são diagnosticadas quando já comprometem a qualidade de vida. Por isso, o acompanhamento geriátrico é fundamental. Consultas regulares permitem identificar alterações ainda em estágio inicial, quando o tratamento é mais eficaz e menos invasivo. “Na geriatria veterinária, o foco não é apenas tratar doenças, mas manter funcionalidade, conforto e autonomia do animal pelo maior tempo possível”, explica o especialista. Alimentação, ambiente e rotina: ajustes que fazem diferença Com o avanço da idade, o organismo do pet passa a metabolizar nutrientes de forma diferente. Dietas específicas para idosos ajudam a preservar massa muscular, controlar o peso e reduzir sobrecarga em órgãos como rins e fígado. O ambiente doméstico também deve ser adaptado: pisos antiderrapantes, acesso facilitado a caminhas, comedouros elevados e locais de descanso confortáveis reduzem o risco de quedas e dores articulares. “Pequenas mudanças na casa evitam grandes acidentes. Um escorregão pode representar semanas de dor para um animal idoso”, destaca Diego. Envelhecer não é sinônimo de sofrer Talvez o maior erro seja associar velhice à perda inevitável de qualidade de vida. Com acompanhamento adequado, muitos cães e gatos idosos permanecem ativos, interativos e confortáveis por anos. “O objetivo da geriatria não é prolongar a vida a qualquer custo, mas garantir que esse tempo seja vivido com dignidade, conforto e bem-estar”, reforça o veterinário. Reconhecer a velhice como uma fase que merece cuidado especializado é uma forma de retribuir anos de convivência e afeto. Afinal, envelhecer faz parte da vida — e pode ser uma etapa saudável quando há atenção, informação e acompanhamento profissional. Nouvet Centro Veterinário 24h Centro veterinário de atendimento 24 horas, com equipe especializada em clínica, diagnóstico e emergências para cães e gatos. Saiba mais em: nouvet.com.br Assessoria de imprensa — Valle da Mídia |