Busca por cidadania e turismo de raízes esbarra na ‘falsa fluência’ do italiano

by Amarildo Castro
  • Dados do Eurostat apontam os brasileiros entre as principais nacionalidades a obterem a cidadania italiana na última década. No entanto, esse cenário migratório e turístico enfrenta desafios técnicos: a barreira linguística mascarada pela semelhança entre os idiomas.

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Créditos: Divulgação.

O Brasil abriga a maior comunidade italiana fora da Europa, com cerca de 30 milhões de descendentes, impulsionando um fluxo contínuo de busca por dupla cidadania e turismo de retorno. Dados do Eurostat apontam consistentemente os brasileiros entre as principais nacionalidades a obterem a cidadania italiana na última década. Porém, o cenário enfrenta um gargalo técnico: a barreira linguística mascarada pela semelhança entre os idiomas.

Segundo especialistas da KNN Idiomas, a proximidade entre o português e o italiano pode gerar a “falsa fluência”, fenômeno que provoca erros, inclusive em etapas críticas, desde a validação de documentos em consulados até negociações cotidianas na Itália. A tradução literal de “falsos cognatos” — palavras com grafia similar mas com sentidos opostos — é uma causa de ruídos de comunicação.

“O aluno reconhece a palavra e assume que entendeu a mensagem. No italiano, essa suposição costuma gerar erros, porque o sentido depende muito do contexto”, alerta Reginaldo Boeira, CEO da KNN Idiomas. Segundo o executivo, a falta de preparo técnico compromete a naturalidade do diálogo e expõe o brasileiro a situações de vulnerabilidade jurídica ou social.

Para quem busca a cidadania ou viaja a negócios, o erro de interpretação pode custar caro. Um exemplo clássico é a palavra “Firma”, que em italiano significa estritamente “assinatura”, e não “empresa” ou “escritório”. Em processos burocráticos, confundir os termos pode paralisar o andamento de documentações. Outro termo sensível é o verbo “Pretendere”, frequentemente usado por brasileiros com o sentido de “ter a intenção”, mas que em italiano significa “exigir” ou “reivindicar” de forma impositiva.

A lista de armadilhas inclui termos do dia a dia que afetam a experiência do turista. “Burro” refere-se à manteiga, não a uma ofensa; “Caldo” indica alta temperatura (quente), não um alimento; e “Eventualmente” expressa uma possibilidade (talvez), e não uma frequência de tempo.

A demanda por proficiência, para além do “portunhol” ou “italinhol”, reflete no crescimento de redes de idiomas. A KNN Idiomas, uma das maiores franquias do setor no país (ABF), atua com metodologia específica para falantes de português, focada em desconstruir vícios de linguagem. A rede, fundada em 2012, opera em todos os estados brasileiros e já atendeu mais de um milhão de alunos.

Sobre a KNN IdiomasFundada em 2012, a KNN Idiomas já atendeu mais de um milhão de alunos no Brasil e está presente em todos os estados brasileiros. É uma das 50 maiores franquias do país, segundo ranking da Associação Brasileira de Franchising (ABF), e atua no ensino de inglês e espanhol, além de francês, alemão e italiano, com metodologia própria voltada a falantes de português. Mais informações: www.knnidiomas.com.br

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