O vereador Leandro Jerônimo Basson, da cidade de Jundiaí (SP), ganhou grande repercussão nas redes sociais após uma ação firme sobre os desafios enfrentados pelos municípios diante do aumento da vulnerabilidade social, do uso de drogas e da ocupação irregular de espaços públicos.
Para alguns, a postura adotada foi considerada extrema. Para outros, tratou-se de um reflexo do desgaste vivido por quem acompanha de perto a realidade das cidades paulistas, especialmente nas regiões metropolitanas e no entorno da capital. A fala de Basson trouxe à tona um debate sensível: como equilibrar assistência social, segurança pública e organização urbana.
Com trajetória de mais de duas décadas na polícia civil, o vereador defende medidas que vão além do acolhimento emergencial. Em sua visão, oferecer apenas abrigo temporário não resolve o problema estrutural. Ele argumenta que é necessário investir em tratamento para dependentes químicos, políticas de reinserção no mercado de trabalho e estratégias mais eficazes de recuperação social.
O tema ganha ainda mais relevância quando comparado ao cenário do centro de São Paulo, frequentemente citado como exemplo de esgotamento urbano. Críticas recorrentes apontam que a ocupação de espaços públicos, aliada à falta de políticas integradas, compromete tanto a qualidade de vida quanto o potencial econômico e turístico dessas áreas.
Basson, que também é idealizador de projetos voltados à recuperação de dependentes químicos, sugere que os municípios assumam papel mais ativo na criação de centros de tratamento e acolhimento estruturado. Ao mesmo tempo, defende que políticas públicas devem evitar a simples manutenção da permanência de pessoas em situação de rua, priorizando caminhos de reabilitação e autonomia.
O episódio evidencia um debate maior no Brasil: o papel do poder público diante da crise social urbana. Entre assistência e ordenamento, diferentes visões surgem — mas há consenso sobre a necessidade de soluções mais eficazes, humanas e sustentáveis para cidades que buscam equilíbrio entre acolhimento e desenvolvimento. O que para uns seja um surto, para uma autoridade é começo de uma ação eficaz em meio ao caos do odor da urina e fezes urbana. Política administrativa precisa ser reformada e verba pública não é só para centros que resolvem a fome , mas também segurança ,saúde e regras básicas de saneamento. Migrar para São Paulo muitas vezes foi referir a comida que é simplesmente o básico, um objeto de luxo em meio `a maior metrópole do Brasil .
Fonte : Assessoria de imprensa
Foto: Assessoria de imprensa
Edição: Sula Costa MTB 0003600/GO