- Valparaíso, Novo Gama, Cidade Ocidental e Luziânia ainda oferecem poucas opções de lazer para uma demanda gigantesca de crescimento populacional
- Na foto acima, placa do Parque da Matinha, que fica às margens da BR 040, em Valparaíso: situação indefinida, com falta de desafetação do terreno e nenhum investimento em vista até agora. Placa teria inclusive desaparecido, já que foi instalada em 2015, antes mesmo da construção do Shopping Brasil Center, que fica na região
POR AMARILDO CASTRO
Situação muito comum para os moradores do Entorno Sul do Distrito Federal, especialmente os que têm uma situação melhor, é se deslocarem aos finais de semana para o Distrito Federal em busca de lazer e entretenimento; seja para pedalar, fazer algum esporte aquático e até mesmo para caminhar. Isso porque todas as cidades do chamado Entorno Sul do DF, composto por Novo Gama, Valparaíso, Cidade Ocidental Luziânia e Valparaíso de Goiás, ainda não dispõem de equipamentos públicos de lazer e entretenimento adequados para atender à crescente demanda populacional.
Lago Jacob na Cidade Ocidental: falta de manutenção virou regra e atrapalha quem visita o local

A situação fica ainda pior para que tem dificuldade de deslocamento, seja por questões econômicas ou outras circunstâncias, assim para quem fica nessas cidades aos feriados e finais de semana, precisam se contentarem com as poucas opções de lazer, restritas praticamente ao Lago Jacob, na Cidade Ocidental (hoje bem deteriorado), Parque Ecológico de Valparaíso e Parque Ecológico de Luziânia-GO, que também sobre com o desgaste do tempo.
Em relação às ciclovias, nessas cidades, esse tipo de equipamento é praticamente inexistente. Uma das poucas opções fica na Etapa A, em Valparaíso de Goiás, onde ciclistas precisam dividir espaço com os caros.

Parque Ecológico de Luziânia também sofre com a falta de manutenção adequada
Parque Ecológico de Valparaíso-GO: uma das poucas opções de lazer ao ar livre, mas sem espaço para pedalar, quadras de areia, futsal ou outros equipamentos semelhantes, além de acesso limitado pela BR 040

Revisão do Plano Diretor em Valparaíso-GO
Para a jovem Paloma Ludmyla, especialista em Reabilitação Urbana Sustentável, e que faz parte da Frente Acadêmica de Valparaiso, uma entidade criada para colaborar com o crescimento sustentável da cidade, a situação em Valparaíso tem que passar urgente pelo planejamento, e isso tem que estar na revisão do Plano Diretor, que tem audiência marcada na Câmara na próxima quinta-feira, dia 23 às 14h.

A jovem Paloma Ludmyla, da Frente Acadêmica de Valparaíso: “É preciso cobrar regras no Plano Diretor de Valparaiso por áreas de lazer”
“É ´preciso que a comunidade participe, a gente tem que cobrar, especialmente pela inclusão de áreas de lazer ao ar livre na cidade, já temos hoje o espaço para implantação do Parque Lourdes Meireles, que na prática, não saiu do papel, mas a área já foi destinada, e a prefeitura sequer cerca o terreno”, destaca.
Outras áreas de lazer já implantas em cidades vizinhas, como o complexo Lago Jacob, na Cidade Ocidental, assim como o Parque Ecológico de Luziânia sofrem com falta de manutenção.
Já no Novo Gama, a situação de lazer ao ar livre é ainda pior, já que a cidade não tem nenhum complexo dessa natureza construído ou mesmo ciclovias.