Confira o vídeo do evento | https://www.instagram.com/shrekomusicalbrasil/
Fotos: https://drive.google.com/drive/folders/12xNHsLvdAiB7h685Uikfntf_6BUJd3TM
“Shrek – O Musical” recebeu no dia 18 de junho, no Teatro Renault, mais de 900 indígenas das etnias Guajajara, Pankararu, Pankararé, Tapuia Tarairiú, Timbira, Guarani, Tupi Guarani, Pataxó e Guarani Mbya. A sessão, com ingressos gratuitos, foi organizada pelo Instituto Artium de Cultura e pelo Atelier de Cultura, em esforço conjunto com a Secretaria de Estado da Educação, a Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça e a FUNAI-SP. Esta ação é uma realização das iniciativas de democratização de acesso à cultura, previstas pela Lei Rouanet do Ministério da Cultura do Governo Federal.
Várias comunidades foram mobilizadas, além de escolas como Boa Vista e Renascer, de Ubatuba; Djekupe Amba Arandy, e Guarani Gwyra Pepo, da Capital; Txeru Ba E Kua I, de Bertioga, e Guarani Tupi Guarani, de São Sebastião, e de populações atendidas por escolas da rede oficial da Secretaria Estadual da Educação de São Paulo. A chuvosa tarde de uma quinta-feira tornou-se uma ocasião festiva, já que a maioria entrava pela primeira vez em um teatro.


Participaram, também, estudantes e professores da Escola Quilombo da Fazenda, de Ubatuba, e estiveram presentes lideranças como Jaqueline Haywa Hã Hã Hãe, Cacica Pataxó e Cristiano Kiririndju, líder do povo Guarani, da Aldeia Renascer Ywyty Guaçu (em Ubatuba), o primeiro coordenador de Políticas para os Povos Indígenas do Estado de São Paulo.
Segundo Lídia Storino, head de diversidade e inclusão do Instituto Artium de Cultura “o encontro foi um sonho realizado, que contou com o trabalho de muitas pessoas de bem e que permitiu valorizar a cidadania das nações dos povos originários em um momento de integração cultural”.
Para Carlos Cavalcanti, presidente do Artium, que realiza semanalmente em seus espetáculos sessões gratuitas para crianças e adolescentes da rede pública de ensino, “ter reunido um número tão expressivo de pessoas das populações indígenas demonstra o quanto os produtos culturais podem fazer por populações excluídas, em linha com os objetivos da Lei Rouanet”.