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| Circuito reúne diálogos, oficinas e série audiovisual em Brasília, Goiânia e Cuiabá; primeira atividade acontece em Goiânia no dia 21 de agosto |
| Com a ideia de fortalecer as narrativas sobre um dos mais importantes biomas do mundo, chega a Brasília, Goiânia e Cuiabá o Circuito Cerrado de Formação Ninja, unindo diálogo, formação e produção de conteúdo. Voltado a jovens, mulheres, população negra, indígena e quilombola de periferias urbanas, o projeto já está com inscrições abertas e realiza sua primeira atividade presencial em Goiânia no dia 21 de agosto, às 16h30, no Shiva Alt-Bar. O Circuito é realizado pela Floresta Ativista, com apoio da Fundação Marielle Ramires. O projeto se estrutura em três frentes: Diálogos sobre Negritudes, Feminismos, Agenda Indígena, Alimentação Saudável e Cerrado (Meio Ambiente), com vozes de referência nacional em cada tema. Também serão realizadas oficinas de fotografia, vídeo, design, redes sociais e produção cultural. Outra novidade é uma série audiovisual que vai apresentar heróis e heroínas locais — pessoas, coletivos e iniciativas que já transformam suas comunidades — para o público de todo o país.Ao todo, serão 150 bolsas de participação nas oficinas, 50 em cada cidade, destinadas a jovens negras, negros, quilombolas e indígenas. As inscrições ficam abertas até dia 20 de dezembro, de forma gratuita, pela aba de oportunidades do site da floresta ativista, fortalecendo a premissa de que uma formação de qualidade não pode ter barreiras de acesso. A iniciativa nasce da experiência acumulada pela Floresta Ativista em diversas cidades brasileiras desde a criação da rede Fora do Eixo, no início da década de 2000. Na Amazônia, por exemplo, a rede já realizou caravanas, coberturas colaborativas e formações que ajudaram a consolidar uma geração de comunicadores populares. Agora, essa metodologia se volta novamente ao Cerrado em um novo projeto. Segundo maior bioma do país e um dos mais biodiversos do planeta, o Cerrado historicamente recebe menos atenção da mídia e menos investimento em comunicação, o que também significa menos recursos para que suas próprias comunidades narrem suas lutas e conquistas. É essa lacuna que o Circuito Cerrado de Formação Ninja busca enfrentar: levar ao bioma essa mesma infraestrutura de formação, articulação e visibilidade, para que povos indígenas, quilombolas, agricultores familiares e moradores de periferias urbanas do Cerrado contem , eles mesmos, as histórias de um território que abriga nascentes estratégicas para o abastecimento de água de grande parte do Brasil. Para os organizadores, a proposta segue uma premissa simples: a periferia é berço de solução, e o Cerrado tem história, cultura e potência para amplificar quem ainda não foi ouvido. Sobre o Circuito Cerrado de Formação Ninja O Circuito Cerrado de Formação Ninja é realizado pela Floresta Ativista, com apoio da Fundação Marielle Ramires, e integra o programa Universidade Ninja, que há dez anos oferece formação livre e gratuita em cultura, comunicação e meio ambiente. O projeto passa por Brasília (DF), Goiânia (GO) e Cuiabá (MT) entre agosto e dezembro de 2026, com diálogos, oficinas e uma série audiovisual voltados à valorização das culturas e das lutas por direitos nas periferias urbanas do Cerrado brasileiro. ServiçoCircuito Cerrado de Formação Ninja – Goiânia (GO)Data: 21 de agosto de 2026 Horário: 16h30Local: Shiva Alt-Bar – Goiânia (GO) Inscrições: https://rede.florestaativista.org/circuitocerradodeformacaoninja/#info |