- Candidata a CLDF como deputada distrital reúne cerca de 200 representantes do segmento e defende medidas para ampliar a atuação das organizações
A candidata a deputada distrital Renata Daguiar apresentou propostas para fortalecer o terceiro setor no Distrito Federal. Com o nome de Primeiro Encontro do Terceiro Setor, a iniciativa reuniu cerca de 200 participantes, entre presidentes de institutos, representantes de organizações da sociedade civil (OSCs), lideranças sociais, parceiros e convidados.
Entre as propostas apresentadas está a criação do Fórum do Terceiro Setor, um espaço permanente para aproximar o Governo do DF das organizações que atuam diretamente nas comunidades. Para Renata, a iniciativa pode ampliar a representação das entidades junto ao poder público.
“Então, a gente precisa, sim, se unir, se fortalecer, buscar um fórum do terceiro setor para que a gente tenha a voz junto com todos os órgãos do governo, buscar criar um fundo que a gente possa ajudar pequenas instituições, pequenos projetos, para que eles não fechem as portas, para que eles não percam o fôlego”, destacou Renata Daguiar.
Entre as demais propostas estão: a ampliação do Regularize DF, que já ajudou a cerca de 200 instituições a se regularizarem e se formalizarem; a criação do DF Parceiro, com uma rede de apoio às organizações da sociedade civil dentro da estrutura do Governo do Distrito Federal, incluindo capacitação, consultoria jurídica e contábil e uma plataforma digital de apoio.
Um dos destaques é a criação do Fundo Distrital de Inovação e Impacto Social, destinado ao financiamento de projetos inovadores; o incentivo a projetos que resgatem a autonomia e estimulem o protagonismo das pessoas atendidas pelas entidades; e a ampliação de ações sociais voltadas à autonomia das mulheres, geração de emprego e renda, esporte e empreendedorismo.
A candidata defende ainda a continuidade das ações desenvolvidas pelas organizações nas comunidades. Ela afirma que muitas instituições oferecem serviços que criam vínculos com a população e não deveriam ser interrompidos quando os recursos destinados aos projetos terminam.

Entre os participantes do evento estava Fábio Letício Oliveira de Souza de 51 anos, presidente da ASPEDDF. Com mais de 20 anos de atuação no segmento, ele destacou o papel das instituições na qualificação profissional e na inclusão social.
“A qualificação profissional que é oferecida hoje pelas instituições, pelo terceiro setor, é extremamente importante. Isso transforma a vida de pessoas, faz a inclusão social. O terceiro setor precisa de representantes e a Renata conhece a realidade, ela vive o terceiro setor, conhece e sabe das nossas necessidades”, afirmou Fábio.
Já para a presidente do Instituto Cultura e Movimento, Márcia Branco, de 51 anos, a experiência de Renata no terceiro setor e na gestão pública contribui para uma visão mais ampla sobre as demandas das organizações.
“Apenas uma pessoa com uma visão do terceiro setor ia conseguir fazer os trabalhos que foram feitos na Secretaria da Mulher. Ela tem um olhar, não só humanista, mas o olhar do empreendedorismo e o olhar de quebrar o ciclo de vulnerabilidade”, disse Márcia.
Entenda o terceiro setor
O terceiro setor é formado por organizações sem fins lucrativos que atuam em áreas de interesse público, como assistência social, educação, esporte, cultura e qualificação profissional. Para Renata, essas instituições ocupam um espaço importante na execução de iniciativas que atendem demandas sociais e, por isso, precisam de maior reconhecimento do poder público.
“O terceiro setor se levantou para suprir demandas que Estado não consegue sozinho. Então. Porém, até hoje, elas ainda não são valorizadas como deveriam”, afirmou.
Renata também ressaltou a importância do apoio político para que as organizações ampliem sua atuação. Segundo ela, o suporte do poder público permite que as instituições tenham mais recursos.
“As instituições, quando crescem, começam a perceber a importância do apoio político e governamental, para que tenham fôlego e possam alcançar mais pessoas”, explicou.
Para a candidata, o terceiro setor também pode contribuir para a construção de políticas públicas. Segundo ela, algumas ações desenvolvidas pelo Instituto Reciclando o Futuro foram implementadas na Secretaria da Mulher durante sua atuação como subsecretária.
“Nós vimos a demanda, nós vimos o quanto deu certo o Projeto Elas, e a gente conseguiu implementar a mesma identidade com um nome diferente, que é o Cerrado Feminino. Então, o terceiro setor, hoje, acaba sendo uma incubadora de excelência para que a gente possa levar para o setor público numa amplitude muito maior”.
Mais de 10 anos de atuação no terceiro setor
A trajetória de Renata no terceiro setor começou antes da criação do Instituto Reciclando o Futuro. Segundo ela, a relação com o trabalho voluntário teve início ainda na infância, por influência da mãe, e continuou na vida adulta. Foi a partir dessa experiência que nasceu o Instituto Reciclando o Futuro, em 2017.
Atualmente, a organização possui 17 unidades no Distrito Federal e no Entorno e já impactou cerca de 70 mil pessoas. Entre as frentes desenvolvidas estão capacitação, geração de renda, esporte, cultura, lazer e cidadania.
Auditora federal de Finanças e Controle, economista e mestre em Economia, Renata Daguiar disputa uma vaga na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Ela já concorreu ao cargo em 2018 e voltou a disputar uma cadeira na Casa em 2022, quando recebeu quase 12 mil votos.