- Candidata a deputada distrital traz medidas de valorização e reinserção profissional para pessoas que não conseguem voltar ao mercado de trabalho
Pessoas com 50 anos ou mais têm enfrentado dificuldades para retornar ao mercado após anos de dedicação. Uma pesquisa da consultoria Michael Page apontou que 41% dos trabalhadores do país já passaram por algum tipo de discriminação devido à idade, acima da média global de 36%. O levantamento ajuda a dimensionar um cenário de preconceito etário que também é citado pela candidata a deputada distrital Renata Daguiar que propõe ampliar as oportunidades para essa faixa da população.
A ideia da proposta é que empresas contratadas pelo Estado para a prestação continuada de serviços incluam trabalhadores com 50 anos ou mais em suas equipes. A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso dessa população ao mercado e combater a discriminação.
“O governo contrata empresas todos os dias para prestar serviços à população. Esses contratos também podem ser uma ferramenta para gerar oportunidades para quem merece o nosso reconhecimento”, explica a candidata.
O projeto estabelece prioridade para grupos que podem enfrentar maiores dificuldades de reinserção profissional. A lista inclui desempregados há mais de 12 meses, trabalhadores acima de 60 anos, mulheres com 50 anos ou mais, pessoas com deficiência, responsáveis familiares que retornam ao mercado após períodos dedicados ao cuidado de parentes e trabalhadores de baixa renda.
A medida também prevê ações de qualificação e adaptação, com programas de capacitação, atualização digital e medidas de combate ao preconceito etário no ambiente de trabalho.

Combate ao etarismo
Para Renata Daguiar, a idade não deve ser um obstáculo. Segundo ela, pessoas com mais de 50 anos têm total capacidade para contribuir e, mesmo assim, encontram dificuldades na busca de uma nova colocação profissional.
“Muita gente com mais de 50 anos tem disposição, conhecimento e uma história profissional construída ao longo de décadas. Pessoas que sabem lidar com problemas, que têm responsabilidade e experiência. Mas muitas vezes essas pessoas encontram uma barreira invisível, o preconceito pela idade”, afirma.
A candidata defende que o conhecimento acumulado ao longo da vida profissional continue sendo aproveitado e reconhecido, especialmente por pessoas que, após anos de trabalho e contribuição, ainda desejam permanecer ativas.