- Candidato do Democrata à Presidência apresentou propostas para reduzir estruturas estaduais, extinguir emendas parlamentares e ampliar a participação de diferentes profissões no Supremo Tribunal Federal (STF)
O candidato à presidência da República Veterinário Wilson Grassi, do Democrata, apresentou uma série de propostas de mudanças na estrutura política e administrativa do país durante entrevista concedida ao Metrópoles, em Brasília. Grassi defendeu alterações no funcionamento da Federação, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF), além de abordar temas ligados à saúde, trabalho e segurança pública.
Uma das propostas de maior impacto apresentadas pelo candidato é a redução da estrutura intermediária entre o governo federal e os municípios. Grassi afirmou ser favorável à extinção dos governos estaduais, das Assembleias Legislativas e até mesmo à incorporação de municípios de pequeno porte.
Segundo o presidenciável, o objetivo seria aumentar a quantidade de recursos disponíveis diretamente para as cidades.
“A gente tem que acabar com esse monte de cargo estadual de governador, de secretário de governador, de deputado estadual. Isso tudo tem que acabar. Isso vai dobrar o recurso dos municípios, que é onde a gente mora”, afirmou durante a entrevista.
Grassi argumentou ainda que determinadas atribuições hoje sob responsabilidade dos estados, como a administração das forças policiais, poderiam ser reorganizadas dentro de uma nova estrutura federal.
“A gente precisa de prefeito que cuide da cidade e precisa de presidente que cuide do país”, declarou.
Mudanças no Congresso
Outro ponto defendido pelo candidato envolve uma reformulação no funcionamento do Congresso Nacional.
Grassi propôs acabar com as emendas parlamentares e com benefícios e estruturas custeadas pelo poder público para deputados. Em contrapartida, sugeriu que os parlamentares recebessem salário de R$ 1 milhão por mês e passassem a pagar diretamente suas próprias despesas, incluindo assessores, viagens, veículos e alimentação.
Segundo o candidato, a proposta teria como objetivo diminuir a dependência do Executivo em relação ao Congresso na negociação de recursos.
“Não vai ter emenda nenhuma. Os assessores dele, ele que vai pagar. O carro dele, ele que vai pagar. A gasolina, ele vai pagar. Passagem de avião, o terno, a comida, ele vai pagar tudo”, afirmou.
Grassi sustenta que os recursos hoje destinados às emendas deveriam chegar aos municípios por meio de uma relação direta com o governo federal.
“Supremo do Povo”
O candidato também voltou a defender uma de suas propostas mais conhecidas: a criação do chamado “Supremo do Povo”.
Pelo modelo apresentado por Grassi, o STF deixaria de ser formado exclusivamente por pessoas com formação jurídica e passaria a receber representantes de diferentes profissões da sociedade brasileira.
“Não precisa ser advogado para estar no Supremo. A minha proposta é um ‘Supremo do Povo’. Então, nós vamos pegar um pedreiro para ser ministro do STF, uma empregada doméstica vai ser ministra do STF, um motorista de ônibus, um bancário, uma professora”, declarou. (Metrópoles)
De acordo com o candidato, categorias profissionais poderiam escolher representantes para ocupar mandatos temporários na Corte, com duração de dois ou três anos.
Os integrantes teriam equipes técnicas e jurídicas responsáveis por assessorá-los na análise dos processos.
A proposta representaria uma transformação profunda no atual modelo do Supremo Tribunal Federal e, para ser implementada, dependeria de mudanças constitucionais.
Programa para autoestima feminina
Na área da saúde, Grassi também apresentou durante a entrevista o projeto que chamou de “Meu Botox, Minha Vida”.
A proposta prevê oferecer aplicação de toxina botulínica para mulheres de baixa renda, dentro de uma política voltada, segundo ele, à recuperação da autoestima.
“Nós vamos aplicar toxina botulínica em mulheres de baixa renda, que foram judiadas, que sofreram, que estão enrugadas, que têm vergonha de se olhar no espelho”, afirmou.
Para Grassi, autoestima e saúde emocional estão relacionadas diretamente à qualidade de vida.
O candidato afirmou ainda acreditar que seria possível realizar o procedimento por menos de R$ 100 utilizando estruturas públicas e citou como referência sua experiência com hospitais veterinários públicos.
Escala 6×1 e anistia
Ao longo da entrevista, Wilson Grassi também se posicionou contra o fim da escala de trabalho 6×1 e defendeu uma anistia “ampla, geral e irrestrita”. (Metrópoles)
As declarações fazem parte da estratégia do candidato de apresentar propostas que rompem com modelos tradicionais da administração pública brasileira.
Veterinário, empresário e defensor da causa animal, Grassi tem 56 anos e disputa pela primeira vez a Presidência da República. Ele é o primeiro candidato presidencial lançado pelo Democrata, antigo Partido da Mulher Brasileira.
Campanha liberada pelo TSE
A entrevista ocorreu durante um momento de impasse jurídico para a candidatura. Dias antes, o ministro Dias Toffoli havia determinado a suspensão temporária da campanha digital de Grassi por questões relacionadas ao registro dos perfis utilizados eleitoralmente.
Na quarta-feira (2), Toffoli reviu a decisão e liberou novamente a propaganda eleitoral do candidato na internet, além do acesso aos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e da participação em debates realizados por televisão, rádio e podcasts.
Durante a própria entrevista, Grassi havia reconhecido que realizou publicações eleitorais em seu perfil pessoal e prometido correr ao redor do Tribunal Superior Eleitoral enquanto a situação não fosse solucionada.
Com a candidatura novamente liberada para atuação digital, o presidenciável pretende ampliar a divulgação de suas propostas e buscar espaço em uma disputa que, até o momento, permanece concentrada nos candidatos mais bem posicionados nas pesquisas.
Assessoria de Imprensa do candidato Wilson Grassi
Material em alta resolução, agenda de plantões e disponibilidade para entrevista: