- Presidenciável do Partido Democrata defende mudança radical na indicação de ministros para a mais alta Corte do poder judiciário
São Paulo, 9 de setembro de 2026 – O candidato à presidente pelo Partido Democrata, veterinário Wilson Grassi, concedeu entrevista a dois jornalistas independentes na última terça-feira, 8 de setembro. Durante as conversas, Grassi falou sobre a crise institucional que envolve o Supremo Tribunal Federal (STF), além de suas propostas para o País.
“O que vemos nos últimos anos é que o tribunal (STF) deixou de ser técnico e passou a ser político. As análises dos ministros seguem suas próprias vontades, mas não levam em consideração se a constituição foi violada ou não. Se ele foi indicado por um presidente de direita, ele protege os políticos daquela vertente. E se ele foi indicado pela esquerda, protege as pessoas desse espectro. Por isso eu tenho uma proposta tão radical para lidar com esse problema”, afirma Grassi.
O presidenciável defende uma mudança na indicação de ministros para a mais alta Corte do poder judiciário. Ao invés de indicar juristas ou advogados, Grassi orienta a indicação de trabalhadores comuns para ocupar as cadeiras do STF.
“Se o critério não é técnico e é político, por que temos que indicar alguém da área de direito para um cargo tão importante? Já que é assim, devemos colocar, como todo respeito à essas profissões, um pedreiro, um bancário, uma empregada doméstica, uma professora, um motorista de ônibus, e assim vamos fazer o povo ser representado no tribunal”, questiona.
O médico veterinário também pretende estipular um prazo para a ocupação das cadeiras no Supremo. Na avaliação dele, ao invés de ocuparem a vaga de ministro até a aposentadoria, os indicados e aprovados para a ocupação de uma das onze cadeiras da Corte deveriam ficar no tribunal por um período curto e definido, semelhante a um “mandato”.
“Tem que seguir o modelo de ‘mandato’, com prazo máximo de três ou quatro anos. É muito triste o que está acontecendo agora, mas podemos mudar esse rumo”, projeta Grassi.
O candidato também defende o fim dos penduricalhos para os integrantes do poder judiciário, tal como para os parlamentares. “Esse país foi sequestrado e nós estamos sendo obrigados a permanecer em cativeiro. São R$ 140 milhões para cá, R$ 130 milhões para cá, e os brasileiros brigando uns com os outros. Não dá para continuar assim”, critica.