- Em vídeo publicado nas redes sociais na última quarta-feira (7), empresário afirma que votação de Flávio Bolsonaro deve ser considerada a partir do cenário nacional
O empresário Eduardo Gomes de Matos afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais na última quarta-feira (7), que o Nordeste não pode ser apontado como o único responsável pela não vitória de Flávio Bolsonaro no primeiro turno. Segundo ele, o resultado eleitoral precisa considerar também a votação de Lula nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste.
“É muito simplista fazer essa análise de que o Nordeste é o grande culpado pela não eleição do Flávio Bolsonaro em primeiro turno. E eu sou Flávio Bolsonaro, sou um defensor do liberalismo, me posiciono constantemente a favor da gente livrar o Brasil do socialismo, da cor vermelha, mas essa análise está errada”, afirmou.
Eduardo Gomes de Matos destacou que, segundo os dados que apresentou no vídeo, Sudeste, Sul e Centro-Oeste responderam por 55% dos votos de Lula. Para ele, o dado mostra que o resultado não pode ser atribuído exclusivamente ao eleitorado nordestino.
“Você sabe quantos milhões de votos o Sudeste, o Sul e a região Centro-Oeste deram para o Lula? Eles deram, da votação toda, 55% dos votos. Então foram milhões e milhões de votos, mais de 30 milhões de votos que essas três regiões deram para o Lula e que, se todos tivessem votado, a grande maioria tivesse votado em Bolsonaro, e não só um pouco de 50% mais um, nós teríamos eleito Flávio Bolsonaro em primeiro lugar”, disse.
Além disso, o empresário também defendeu que o debate sobre o resultado eleitoral considere as desigualdades regionais e o acesso à educação e à riqueza. Para ele, o desenvolvimento dessas áreas é necessário para promover mudanças sociais e políticas no país.
“Isso não denota respeito, não denota integração. O Brasil é um país só, e nós temos que, cada vez mais, desenvolver as partes menos desenvolvidas e educar”, afirmou.
Eduardo Gomes de Matos destacou ainda que o governo federal precisa atuar na redução dessas desigualdades.“Enquanto o governo federal não olhar para essa mudança de realidade, nós não conseguiremos fazer uma mudança política desse povo”, concluiu.