Perda de Netinho: antes de enfrentar câncer grave, cantor passou por vários tratamentos de saúde a partir de 2013, mas legado na música foi grande

by Amarildo Castro
  • Cantor baiano faleceu nesta terça-feira, dia 13, em Salvador, após longo processo de tratamento contra um linfoma não Hodgkin do tipo B (Foto: divulgação/Cantor Netinho e redes sociais)

O cantor Netinho, que fez muito sucesso nos anos 90 no segmento do Axé Music – com sucessos como “Milla” (1996) e “Menina” (1993)-, além de ter enfrentado nos últimos meses um grave linfoma não Hodgkin do tipo B, teve um histórico de problemas de saúde que o afastaram dos palcos por quase cinco anos. Tudo começou em 2013, quando teve problemas por causa do uso de asteroides e anabolizantes, que segundo alegou à época, eram por indicação médica. Apesar dos desafios na saúde, legado para o Axé Music foi gigantesco, com vários hits que marcaram mais de uma geração.

Antes de receber o diagnóstico de câncer (linfoma não Hodgkin do tipo B em 2025), o artista sofreu com as seguintes condições, segundo está associado às próprias pesquisas na internet, relatando o período em que fez diversos tratamentos a partir de 2013.

Entre as complicações de saúde, antes do diagnóstico de câncer em 2025, Netinho teve:

  • Complicações no fígado: Teve lesões, sangramentos e tumores benignos no fígado que exigiram longas internações e cirurgias.
  • Infecção generalizada: O quadro hepático e o uso das substâncias evoluíram para uma grave infecção generalizada.
  • Três AVCs (Acidentes Vasculares Cerebrais): Sofreu derrames cerebrais em decorrência de complicações de uma biópsia hepática.
  • Cirurgias no cérebro e colocação de stent: Precisou passar por quatro cirurgias no cérebro para drenagem e monitoramento da pressão intracraniana, além de colocar um stent cerebral e uma válvula permanente.
  • Trombose: Apresentou quadros de trombose nas pernas e nos braços.
  • Perda temporária de movimentos e da fala: Teve sequelas neurológicas graves que o impediram de andar e falar temporariamente, exigindo anos de reabilitação (incluindo tratamento no Hospital Sarah Kubitschek).
  • Depressão severa: O longo período de afastamento e as sequelas físicas o conduziram a um quadro de depressão profunda.

Mesmo com todos os desafios, teve uma melhora grande a partir de 2017, quando voltou a fazer shows. Mas em 2025, novamente foi parar no hospital e diagnosticado com linfoma não Hodgkin do tipo B.

Nas redes sociais, diversos artistas postaram mensagens de apoio e conforto à família. A pedido do cantor, que já fazia discurso em tom de despedida, o velório será restrito a amigos próximos e familiares.

Postagens relacionadas

Deixe um comentário