- Cidade está entre as capitais que apresentaram redução na cesta básica em 12 meses, segundo levantamento do DIEESE e da Conab
| A combinação entre a redução dos preços dos alimentos e a Política de Valorização do Salário Mínimo, que visa assegurar ganhos reais ao trabalhador, resultou em maior poder de compra para a população – Foto: Vitor Vasconcelos / Secom-PR |
O custo da cesta básica em Goiânia foi de R$ 735,94 em janeiro de 2026, uma redução de 2,77% em relação a janeiro de 2025, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo DIEESE em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
A combinação entre a redução dos preços dos alimentos e a Política de Valorização do Salário Mínimo, que visa assegurar ganhos reais ao trabalhador, resultou em maior poder de compra para os goianos, que passaram a comprometer uma parcela menor da renda com alimentação.
ACUMULADO – Em Goiânia, no acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas quedas em 10 dos 13 produtos que compõem a cesta básica, com destaque para o arroz agulhinha (-37,54%), açúcar cristal (-18,06%) e batata (-10,30%). Também tiveram redução de preço a manteiga (-10,11%), feijão carioca (-6,46%), óleo de soja (-6,13%), leite integral (-5,93%), banana (-4,33%), tomate (-1,14%) e farinha de trigo (-1,04%). O café em pó (8,05%), pão francês (2,53%) e carne bovina de primeira (0,14%) registraram elevação.
SETE DE 12 – Entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, foram registradas quedas no preço médio de sete dos 13 produtos que compõem a cesta básica: banana (-5,31%), açúcar cristal (-4,07%), óleo de soja (-4,02%), leite integral (-2,00%), arroz agulhinha (-0,96%), batata (-0,58%) e farinha de trigo (-0,21%). Os outros seis itens apresentaram elevação de preço: tomate (16,50%), feijão carioca (3,72%), manteiga (2,89%), carne bovina de primeira (1,66%), café em pó (0,32%) e pão francês (0,27%).
MAIS COM MENOS – Com a redução no custo da cesta e o reajuste do salário mínimo para R$ 1.621,00, o trabalhador de Goiânia precisou trabalhar 99 horas e 53 minutos para adquirir os alimentos básicos em janeiro de 2026. O tempo é inferior ao registrado em dezembro de 2025 (105 horas e 13 minutos) e significativamente menor do que em janeiro de 2025, quando eram necessárias 109 horas e 42 minutos de trabalho.
Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o comprometimento da renda com a compra da cesta básica caiu para 49,08% em janeiro de 2026, frente a 51,70% em dezembro de 2025 e 53,91% em janeiro de 2025. O resultado indica que o trabalhador goiano passou a comprar mais alimentos básicos gastando uma parcela menor do salário.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República