- Gestor com 36 anos de atuação no GDF, administrador destaca legado de quase mil obras, investimentos superiores a R$ 423 milhões e transformação estrutural na maior região do DF
O administrador regional de Ceilândia, Dilson Resende de Almeida, deve deixar o cargo nos próximos dias para disputar uma vaga de deputado distrital nas eleições de 2026 pelo MDB. A saída marca o encerramento de um ciclo iniciado em 2022 à frente da administração da maior região administrativa do Distrito Federal, período caracterizado por forte atuação técnica, planejamento urbano e ampliação de investimentos públicos.
Aos 65 anos, casado há 26 anos com Daniela Beatriz e pai de três filhos, Dilson Resende é formado em Zootecnia e acumula 36 anos de experiência no Governo do Distrito Federal (GDF). Servidor de carreira da Emater-DF, onde chegou à presidência, também ocupou cargos estratégicos em órgãos como Terracap, Caesb, CEB e Ceasa-DF, além de passagens pela CLDF e pela Secretaria de Agricultura, onde foi secretário em 2019.
Antes de assumir a administração de Ceilândia, Resende atuou como chefe da Unidade de Coordenação Regional da Área Oeste, função que abrangia, além de Ceilândia, regiões como Sol Nascente/Pôr do Sol e Samambaia. A experiência foi determinante para o conhecimento aprofundado das demandas locais e para a construção de um modelo de gestão baseado na escuta da população. Além disso, por décadas, teve atuação nas políticas de regularização das áreas rurais do DF.
Desde que assumiu o comando da administração regional, em 2022, Ceilândia passou por uma sequência contínua de intervenções urbanas. Ao todo, foram concluídas 990 obras, com investimento de R$ 281,3 milhões. Considerando projetos em andamento, em contratação e licitação, o volume de recursos ultrapassa R$ 423 milhões, com novas ações previstas até 2026.
As intervenções abrangeram áreas como mobilidade urbana, infraestrutura, saúde, educação, lazer, iluminação pública e habitação. O conjunto de obras alterou significativamente a dinâmica da cidade, reorganizando fluxos, ampliando a acessibilidade e incentivando o uso dos espaços públicos.
Segundo Dilson Resende, o diferencial da gestão foi enfrentar problemas históricos de forma estruturada.
“São obras de que Ceilândia precisava havia muito tempo, pensadas para resolver questões históricas da cidade”, afirmou.
*Mobilidade* – A mobilidade urbana concentrou uma das principais frentes de investimento. Mais de 110 quilômetros de calçadas foram construídos ou recuperados, garantindo acessibilidade em áreas antes sem infraestrutura adequada para pedestres. Também foram implantadas ciclovias e realizadas obras de pavimentação, drenagem e requalificação viária.
Um dos principais destaques foi a reestruturação da Avenida Hélio Prates, eixo central da cidade, que passou por reorganização com vias laterais, ordenamento do trânsito e melhorias para pedestres e motoristas. Pontos de ônibus também foram revitalizados, oferecendo mais conforto aos usuários do transporte público.
Dilson reforça que muitas das intervenções nasceram de demandas diretas da população.
“Quem vive a cidade é quem aponta onde o problema está. Ouvir a comunidade foi decisivo para definir prioridades”, destacou.
Avanços em saúde, educação e habitação
Na área da saúde, a entrega da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ceilândia e a ampliação do Hospital do Sol reforçaram a rede de atendimento, especialmente nos serviços de urgência e emergência. Unidades básicas também passaram por modernização.
Na educação, obras paralisadas foram retomadas e concluídas, além da ampliação da oferta de creches. A Biblioteca Pública de Ceilândia foi reformada, fortalecendo o acesso à cultura e à leitura.
Já na habitação, o programa da QNR avançou com a implantação de infraestrutura completa, beneficiando milhares de famílias com pavimentação, drenagem e serviços urbanos.
*Espaços públicos*– A recuperação de áreas de lazer e convivência transformou a relação da população com os espaços públicos. Locais como o Parque Urbano do Setor O passaram a registrar grande fluxo de visitantes, com milhares de frequentadores diariamente, enquanto praças e áreas antes degradadas foram requalificadas.
Esse movimento também se repetiu em pontos como a Praça dos Eucaliptos e a Praça da Estação do Metrô, que passaram a integrar a rotina dos moradores, ampliando a convivência e o uso coletivo dos espaços.
Gestão marcada pelo diálogo
O perfil de gestão de Dilson Resende de Almeida também foi marcado pelo diálogo direto com a comunidade e lideranças locais. Ao longo do mandato, o administrador manteve uma postura aberta ao contato com moradores, representantes comunitários e diferentes segmentos da sociedade, independentemente de posicionamentos políticos ou ideológicos. A escuta ativa e a construção coletiva de soluções se consolidaram como uma das marcas da gestão, contribuindo para a definição de prioridades e fortalecendo a relação entre o poder público e a população.
Além das obras já entregues, a gestão avançou no planejamento de novas intervenções estruturantes, como o projeto de drenagem pluvial, considerado essencial para garantir segurança e continuidade do crescimento urbano.
“Planejar é parte da obra. Há intervenções que precisam ser pensadas agora para garantir segurança e continuidade no futuro”, afirmou o administrador.
Saída para disputa eleitoral
A decisão de deixar o cargo para disputar as eleições marca um novo momento na trajetória de Dilson Resende, que busca levar a experiência acumulada na gestão pública para o Legislativo local.
Ao fazer um balanço do período à frente da administração, ele destacou os desafios enfrentados e o compromisso com a população.
“Assumimos Ceilândia com muitos desafios históricos e trabalhamos com responsabilidade, planejamento e diálogo. Saio com a certeza de que avançamos, mas também consciente de que ainda há muito a ser feito”, concluiu.
A saída de Resende encerra um ciclo de gestão marcado por perfil técnico, diálogo aberto e foco em resultados, deixando como legado uma série de intervenções que impactaram diretamente o cotidiano da população da maior cidade do Distrito Federal.