A assinatura do acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul representa um avanço relevante em um contexto internacional marcado por políticas protecionistas e crescente fragmentação econômica. Após quase 30 anos de negociações, o tratado consolida a aproximação entre dois grandes blocos que, juntos, somam mais de 700 milhões de consumidores e uma produção estimada em mais de US$ 22 trilhões.
A expectativa é que a liberalização gradual das tarifas e a redução de barreiras comerciais ampliem os fluxos de comércio e investimento, fortalecendo cadeias produtivas e criando novas oportunidades econômicas. O acordo também incorpora temas considerados estratégicos, como compromissos ambientais, compras públicas e regras preferenciais para setores específicos, refletindo uma tendência de alinhar comércio internacional e sustentabilidade.
Ao mesmo tempo, o tratado levanta desafios importantes. Setores sensíveis podem enfrentar assimetrias, tanto no Mercosul quanto na União Europeia. No Brasil, o agronegócio vê o acordo como uma oportunidade de expansão no mercado europeu, enquanto, do lado europeu, há resistência de produtores locais — especialmente do setor agrícola — preocupados com a concorrência externa.
Sobre o assunto, coloco à disposição o professor Gustavo Menon, especialista em Relações Internacionais e Direito Internacional e coordenador do curso de mestrado em Estudos Jurídicos da American Global Tech University (AGTU), para comentar os impactos e desafios do acordo entre a União Europeia e o Mercosul.
Agradeço mais uma vez pela atenção.
Abraços!
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Eduardo Betinardi
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