- Especialista explica impacto do envelhecimento na mobilidade e reforça importância do acompanhamento, diagnóstico e tratamento na autonomia e qualidade de vida desta população
O Brasil vive um processo acelerado de envelhecimento populacional. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 15,6% da população brasileira já tem 60 anos ou mais, o equivalente a mais de 32 milhões de pessoas. O percentual praticamente dobrou nas últimas duas décadas e tende a crescer de forma ainda mais expressiva nos próximos anos, o que amplia o debate sobre envelhecimento ativo, autonomia e qualidade de vida.
Nesse cenário, a saúde de músculos, ossos e articulações ganha protagonismo. A mobilidade está diretamente ligada à independência funcional, à participação social e ao bem-estar ao longo da vida, e problemas articulares podem comprometer essas dimensões de forma progressiva e silenciosa.
Para esclarecer os impactos do envelhecimento na mobilidade e a importância do cuidado preventivo, a Zimmer Biomet, líder global em inovação ortopédica, ouviu o médico ortopedista Dr. Guilherme Morgado Runco, que reforça a necessidade de olhar para as articulações como um investimento de longo prazo em saúde.
“Envelhecer faz parte do processo natural da vida, mas perder mobilidade não deve ser encarado como algo inevitável. Cuidar das articulações desde cedo, com acompanhamento médico, atividade física adequada e atenção aos sinais do corpo, é fundamental para garantir autonomia e qualidade de vida no futuro”, afirma o especialista.
Fortalecimento muscular e prevenção da artrose
Entre as principais condições que afetam as articulações na maturidade está a artrose, doença degenerativa caracterizada pelo desgaste da cartilagem. Ela é uma das causas mais comuns de dor, limitação de movimento e perda de funcionalidade, especialmente em articulações como joelhos, quadris e mãos.
Segundo Dr. Guilherme, medidas simples podem ajudar a prevenir ou retardar o aparecimento da artrose.
“Manter a musculatura fortalecida é fundamental porque os músculos ajudam a absorver impactos e a reduzir a sobrecarga direta sobre as articulações. Aliado ao controle do peso corporal, à adoção de hábitos saudáveis e à redução de esforços repetitivos, esse cuidado contribui para proteger a cartilagem e preservar a função articular ao longo do tempo. A prevenção começa muito antes do surgimento dos primeiros sintomas”, explica.
A importância do acompanhamento e do diagnóstico adequados
Outro ponto central para preservar a mobilidade ao longo do envelhecimento é o acompanhamento médico regular. Muitas pessoas tendem a normalizar dores articulares como parte do avanço da idade, o que pode atrasar diagnósticos e limitar opções de tratamento.
“Dor constante, rigidez e dificuldade para realizar movimentos do dia a dia não devem ser ignoradas. O diagnóstico precoce permite intervenções mais conservadoras e eficazes, ajudando o paciente a manter sua independência por mais tempo”, reforça o ortopedista.
Inovações ortopédicas que já apoiam a saúde na terceira idade
Nos últimos anos, a ortopedia avançou de forma significativa, incorporando novas tecnologias, técnicas cirúrgicas e plataformas que ampliam a precisão dos procedimentos e a recuperação funcional dos pacientes. Um exemplo são os robôs cirúrgicos ROSA, da Zimmer Biomet, que já auxiliam cirurgiões em procedimentos de substituição articular de joelho e quadril no Brasil.
Essas soluções utilizam tecnologia robótica e dados intraoperatórios para apoiar o planejamento e a execução das cirurgias, contribuindo para maior precisão, alinhamento adequado dos implantes e melhor recuperação funcional.
“A cirurgia robótica representa um avanço importante especialmente nos casos de artrose em estágios avançados, quando a substituição da articulação por uma prótese é indicada. Ainda assim, o ideal é sempre adiar ao máximo a necessidade de uma cirurgia, investindo em prevenção, diagnóstico precoce e cuidados contínuos com as articulações”, conclui Dr. Guilherme Morgado Runco.
Manter uma rotina de atividade física orientada, alimentação equilibrada, controle de peso e acompanhamento médico são algumas das medidas que ajudam a preservar a saúde articular ao longo da vida e a garantir que o movimento continue sendo sinônimo de autonomia no futuro.