Foto de abre: Barnardo Nascimento/SP
- A exposição Foto de Quebrada estreia em 14 de abril reunindo artistas de periferias de todo o Brasil
Fotos: https://drive.google.com/drive/folders/1rMz8Cf8IBkpAD3hRIkjXTkyZP8NIG23v
A exposição Foto de Quebrada, projeto nascido em Ceilândia (DF), estreia no dia 14 de abril, às 10h30, no Museu das Favelas, em São Paulo, e fica em cartaz até o dia 26 de julho. A abertura contará com uma roda de conversa que reúne a curadoria do Museu das Favelas, lideranças dos projetos Foto de Quebrada (DF) e Click na Favela (SP).
O encontro propõe uma troca sobre processos criativos, trajetórias e vivências que atravessam a construção das narrativas visuais da exposição, colocando em diálogo diferentes experiências de produção artística nas periferias brasileiras. Na sequência, o público poderá acompanhar um set do DJ Pink Jay.
A mostra reúne produções visuais de artistas de periferias de diferentes regiões do Brasil. Ao todo, são 43 obras selecionadas a partir da última convocatória nacional do Foto de Quebrada, compondo um panorama plural construído a partir de olhares que nascem nos próprios territórios.

RJ Rhuan Gonçalves
Para Gu da Cei, um dos curadores da exposição, a chegada ao Museu das Favelas marca um momento simbólico para o projeto. “O Foto de Quebrada, ao ocupar o Museu das Favelas, evidencia a relevância da nossa iniciativa, que conecta experiências de favelas e comunidades urbanas de todo o Brasil a partir de uma perspectiva construída aqui no nosso território. É o reconhecimento de uma produção que nasce na quebrada e que agora amplia seus diálogos em nível nacional.”
Além de Gu da Cei, a exposição conta ainda com curadoria de Bruna Paz, Cled Pereira, e Rosa Luz, além da curadoria institucional de Jairo Malta.

Mais do que uma exposição, Foto de Quebrada propõe um deslocamento de olhar. As imagens apresentadas tensionam estereótipos historicamente associados às periferias e evidenciam seus cotidianos em dimensões muitas vezes invisibilizadas, como afetos, memórias, espiritualidades, celebrações e também as contradições que atravessam esses territórios.
O texto curatorial parte de uma provocação central sobre como retratar a quebrada sem cair em clichês. A resposta se constrói nas próprias imagens, que apresentam as periferias como territórios vivos, dinâmicos e produtores de cultura, onde tradição e inovação caminham juntas. As fotografias funcionam como espelhos e janelas, refletindo vivências coletivas e abrindo novas possibilidades de leitura sobre esses espaços.
Inspirada na ideia de Sankofa, símbolo africano que propõe olhar para o passado como forma de construir o futuro, a exposição convida o público a mergulhar nas memórias e experiências dos artistas, valorizando um olhar periférico, negro, sensível e singular. São fragmentos de vida que despertam sentimentos como alegria, esperança e pertencimento, ao mesmo tempo em que provocam reflexão.

Artistas da Exposição Foto de Quebrada no Museu das Favelas
Alonso Pafyeze (MG), Ana Julia Viaro (SP) , Aquila (DF), Barnabé (SP), Diego Oliveira (GO), Eloiza Fernandes (SP), Ester Cruz (DF), Felipe Faria (SP), Flavia Taverna (SP), Gabriela Mendes (DF) , Helen Salomão (BA) Henrique Janssen (DF), Igor Miranda (SP), Jhey Costa (SP), João Oliveira (SP), Kayo Magalhães (DF), Klewerson Lima (PA), Lara Lis (GO), Livia Brigido Nascimento (SP), Luan Henrique Gomes (SP), Medusa (PE), Monique Caciano da Silva (SP), Mylena Tiodósio (DF), Pandora (DF), Pedro Dutra (SC), RaH BXD (RJ), Rafael Cardoso (SP), Raflash (DF), Rayka Rocha (RR), Renato Moulin (ES), Rhuan Gonçalves (RJ), Sabrina Santiago (DF), Shall (RJ), Suljeira (PE), Suzana Vidal (SP), Thaiza (SP) Thiago Silva (SP), Virginia Dandara (MG), Visceral (RJ), Vitória Vieira (SP), Walter Mauro (BA), Webert da Cruz (DF), Zahir (DF).
Sobre o projeto Foto de Quebrada
Cria de Ceilândia, o Foto de Quebrada já realizou três edições, todas na Galeria Risofloras, um dos poucos espaços dedicados à arte na cidade, mantido pelo programa Jovem de Expressão, que atua há quase duas décadas no território. O projeto valoriza a fotografia como ferramenta de expressão das vivências periféricas, destacando narrativas construídas a partir de dentro, por quem vive e produz nesses espaços.
Na edição mais recente, 30 artistas de diferentes regiões do país foram selecionados, com a distribuição de 12 mil reais em prêmios. Desde sua criação, em 2020, o projeto já contabiliza 1325 inscrições ao longo de suas três edições, consolidando-se como uma importante plataforma de visibilidade para fotógrafos e fotógrafas das periferias brasileiras.
Serviço
Abertura da exposição Foto de Quebrada com bate papo
Terça feira 14 de abril às 10h30
Período expositivo
De 14 de abril a 26 de julho de 2026
Local
Museu das Favelas (Largo Páteo do Colégio, número 148, Centro Histórico de São Paulo SP)
Ingressos
Entrada gratuita com retirada na recepção ou via Sympla
Funcionamento
Terça a domingo das 10h às 17h (Permanência até 18h)