- Dirigido por Edileuza Penha de Souza, “Nem Todos Sabem” integra a Mostra Brasília do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e recupera a trajetória de artista que ajudou a construir a memória cultural da capital
Cinquenta e cinco anos depois de sua partida, a história de João Tomé volta a ser contada em Brasília. Compositor, poeta, professor e autodidata, o artista cego é o personagem central de “Nem Todos Sabem”, documentário de 83 minutos dirigido por Edileuza Penha de Souza, selecionado para a Mostra Brasília do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.
No último dia 24 de agosto, completaram-se 55 anos da morte de João Tomé. A data ganha um significado especial diante da chegada do filme ao festival, criando uma ponte entre a memória de um artista que viveu os primeiros anos da capital e o presente de uma cidade que continua reconstruindo sua própria história.
A partir de música, poesia, memórias e registros de sua trajetória, “Nem Todos Sabem” apresenta um homem que transformou desafios em criação e encontrou na arte uma maneira de se expressar e ocupar seu lugar no mundo. Sua história se confunde com a de uma Brasília ainda em formação e revela um capítulo pouco conhecido da vida cultural da cidade.
Para Edileuza Penha de Souza, realizar o filme também significa enfrentar o apagamento de histórias que precisam permanecer vivas. “Quando a gente recupera a trajetória de João Tomé, não está apenas contando a história de um artista. Estamos recuperando uma parte da memória de Brasília e devolvendo a ele um lugar que também é seu. Cinquenta e cinco anos depois, poder levar essa história ao Festival de Brasília tem uma força muito simbólica. É como se sua voz voltasse a ecoar na cidade.”
Ao chegar à Mostra Brasília, “Nem Todos Sabem” propõe justamente esse reencontro. O filme recupera João Tomé não apenas como personagem de seu tempo, mas como um artista cuja trajetória ainda pode provocar novas perguntas sobre memória, pertencimento, acessibilidade, criação e sobre os muitos personagens que ajudaram a construir culturalmente a capital.
A participação no 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro amplia esse movimento de resgate e coloca a história de João Tomé diante de um novo público. Cinquenta e cinco anos após sua morte, sua música, seus sonhos e seu legado voltam a encontrar Brasília, desta vez pelas telas do cinema.
O projeto conta com patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal e da Lei Paulo Gustavo/Ministério da Cultura.
SERVIÇO: Exibição Documentário “Nem Todos Sabem”
59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro – Mostra Brasília.
Direção: Edileuza Penha de Souza.
Documentário | 83 minutos | 2026.
Classificação indicativa: 10 anos.
Sessões:
17 de setembro | Quinta-feira
18h – Cine Brasília.
19h45 – Complexo Cultural de Planaltina.
19h45 – Universidade Católica de Brasília, Taguatinga, Bloco G.
18 de setembro | Sexta-feira
15h – Sala 2 do Cine Cultura Liberty Mall.