Os deputados distritais Ricardo Vale (vice-presidente da CLDF), Chico Vigilante (líder do PT na CLDF), e Gabriel Magno (líder da Minoria) protocolaram requerimentos oficiais ao Procurador-Geral do Distrito Federal e à diretora-presidente do Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (IPREV-DF) solicitando que o voto dos representantes do Governo do Distrito Federal e do instituto na Assembleia Extraordinária de Acionistas do Banco de Brasília (BRB), marcada para o dia 18 de março, seja apresentado por escrito e devidamente fundamentado.
A iniciativa ocorre em meio a um cenário de instabilidade institucional e financeira envolvendo o banco, após prejuízos bilionários em operações com o Banco Master. A assembleia foi convocada em caráter de urgência e ocorrerá exclusivamente em ambiente digital, sem mecanismos claros de transparência e controle social sobre decisões que podem envolver recursos públicos de grande magnitude, como a transferência de imóveis e a assunção de dívidas que podem chegar a R$ 6,6 bilhões.
Segundo os parlamentares, diante da ausência de debate presencial e da limitação de acesso ao ambiente digital, o voto formal por escrito é fundamental para garantir a rastreabilidade das decisões, permitir a fiscalização por órgãos de controle e resguardar o patrimônio público. A exigência de fundamentação técnica e jurídica também busca assegurar que eventuais decisões de capitalização sejam tomadas com base no interesse público, considerando os impactos para o orçamento do Distrito Federal e para as reservas previdenciárias dos servidores.
“Estamos falando de decisões que envolvem bilhões de reais e patrimônio público do Distrito Federal. O voto por escrito garante que cada representante assuma sua responsabilidade, justifique suas decisões e permita que a sociedade fiscalize o que está sendo feito com o futuro do Banco de Brasília e dos recursos públicos”, afirmou o deputado Ricardo Vale.