Marias”: Fotógrafa Ísis Dantas discute o uso da fotografia como ferramenta terapêutica para vítimas de violência doméstica no Paranoá

by Amarildo Castro

​Na próxima quarta-feira (15), o CEDEP (Centro de  Cultura  e Desenvolvimento do Paranoá) recebe a fotógrafa e  jornalista Ísis Dantas para uma edição especial da roda de conversa “A Voz da Experiência”. O encontro terá como tema central o projeto *Marias da Penha*, que utiliza a fotografia como um poderoso instrumento de resgate da autoestima e empoderamento de mulheres que sobreviveram à violência doméstica.

​O evento busca oferecer um espaço de acolhimento e reflexão, demonstrando como o registro da própria imagem pode ajudar a romper ciclos de dor e reconstruir a identidade de mulheres que, muitas vezes, foram silenciadas por anos de abusos.

_​”A fotografia não é apenas sobre o clique final, mas sobre o processo de se enxergar novamente com carinho, dignidade e força,”_ afirma Ísis Dantas.

Projeto Marias da Penha

Utilizando a fotografia como instrumento terapêutico para elevar a autoestima de vítimas de violência,  a iniciativa busca transformar a percepção das participantes sobre si mesmas. Através de suas lentes, Ísis Dantas, que também foi vítima, iniciou projeto em 2019, para  trabalhar a humanização e a valorização da beleza e da trajetória de vida dessas mulheres. A intenção é auxiliar no processo de cura psicológica e reintegração social.

Em 2025,  a experiência  foi materializada em um livro e exposição fotográfica com histórias  e ensaios fotográficos de 10 mulheres que romperam o ciclo da violência.  O projeto foi intitulado de ” Marias”.

Serviço
Evento: Roda de Conversa “A Voz da Experiência” –  Marias
Facilitadora: Ísis Dantas
Local: CEDEP – Paranoá
Data: 15 de abril (quarta-feira)
Horário: 14h
Entrada: Gratuita / Aberta às participantes da roda de conversa

Sobre a Facilitadora

Ísis Dantas é fotógrafa e jornalista, mãe  atípica,  e atua no desenvolvimento de projetos sociais que unem arte e saúde mental. Sua abordagem foca no impacto social da imagem e na democratização do acesso à cultura como forma de resistência e transformação pessoal.

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