Por que o umbigo virou uma das maiores preocupações de quem faz abdominoplastia

by Amarildo Castro
Busca por resultados mais naturais faz pacientes questionarem cada vez mais a aparência do umbigo após a cirurgia, segundo cirurgião plástico
Quem procura uma abdominoplastia já não pensa apenas na cicatriz ou no tempo de recuperação. Nos consultórios, uma dúvida tem aparecido com frequência: o umbigo vai ficar com aparência artificial?
A pergunta, comum entre mulheres após a gestação e pessoas que passaram por grande perda de peso, reflete uma mudança na forma como os pacientes enxergam o resultado da cirurgia. Se antes a prioridade era remover o excesso de pele e melhorar o contorno abdominal, hoje a expectativa é conquistar um resultado que não revele sinais evidentes de intervenção.

Segundo o cirurgião plástico Vinicius Julio Camargo, o umbigo se tornou um dos principais elementos dessa busca por naturalidade.

“Mesmo em um abdômen bem operado, com uma significativa mudança de volume ou de maior definição, um umbigo com aparência artificial costuma chamar atenção e comprometer a percepção do resultado.”

Para o especialista, a expectativa vai além da melhora estética.
“O paciente não quer apenas um abdômen mais bonito. Ele quer olhar no espelho e perceber a mudança sem sentir que ganhou características de um umbigo operado.”

Afinal, o que acontece com o umbigo na cirurgia?Apesar da preocupação, o umbigo original normalmente é preservado durante a abdominoplastia. Após a retirada do excesso de pele, ele é exposto novamente por uma nova abertura na pele, criada de acordo com o novo formato do abdômen.

O fundo do umbigo permanece o mesmo, enquanto as cicatrizes ficam ao redor dele, respeitando o formato, o tamanho, a profundidade e a proporção em relação ao restante do abdômen.
Há também situações em que é possível retirar o excesso de pele, reduzir o volume de gordura e até corrigir a musculatura abdominal sem deixar cicatrizes no umbigo.

Nesses casos, em um procedimento chamado miniabdominoplastia, o cirurgião atua na parte posterior do umbigo, o que permite tratar as estruturas sem deixar cicatrizes visíveis.

Segundo Vinicius Julio Camargo, o resultado depende de um conjunto de fatores e da indicação da técnica mais adequada para cada caso.

“O resultado favorável acaba sendo conquistado por um somatório de fatores, desde a escolha da técnica mais adequada para as particularidades que cada abdômen apresenta. Por isso, a importância do trabalho de forma personalizada para cada paciente”, afirma.

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