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| Movimento Levante Mulheres Vivas intensifica ação digital pela aprovação do projeto que criminaliza o ódio contra mulheres A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta (1/7) o regime de urgência para o Projeto de Lei 896/2023, que criminaliza a misoginia no Brasil. A votação em Plenário deve acontecer na próxima terça-feira, 7 de julho. A decisão acelera a tramitação de uma proposta que já foi aprovada por unanimidade no Senado, em março, e que agora depende dos votos dos deputados federais para se tornar lei. Para replicar a união suprapartidária que viabilizou a aprovação no Senado, onde o projeto recebeu 67 votos favoráveis e nenhum contrário, com apoio de senadoras como Damares Alves (Republicanos), Soraya Thronicke (Podemos) e Randolfe Rodrigues (PT), o movimento Levante Mulheres Vivas lançou uma grande mobilização digital para que a sociedade civil possa acessar diretamente os deputados federais e pedir apoio ao projeto de lei. Estão disponíveis duas ferramentas: uma plataforma digital que possibilita que eleitores localizem seus representantes, enviem e-mails e cobrem posicionamento público favorável ao projeto (levantemulheresvivas.org), e um formulário que permite a marcação dos parlamentares nas redes sociais (Missão | Levante Mulheres Vivas). Qualquer pessoa pode acessar e participar da mobilização. Rachel Ripani, cofundadora do movimento, destaca que mesmo não sendo uma militância organizada ou um partido político, o Levante Mulheres Vivas une, de forma espontânea, mulheres e homens de todo o Brasil pela criminalização da misoginia. “Vemos a sociedade civil tentando dialogar diretamente com o Legislativo, o que não acontece muitas vezes no país. As ferramentas digitais estão ajudando a aproximar os cidadãos de seus representantes políticos e permitindo que expliquem diretamente a eles suas reivindicações e cobrem posicionamento imediato, rompendo a dinâmica da polarização e dos discursos performáticos e vazios. Queremos ações objetivas de proteção, não falas para as redes sociais”, afirma. Para a aprovação da urgência, o movimento também ocupou os corredores do Anexo II da Câmara com lideranças de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Distrito Federal, Pernambuco, Sergipe e Rio de Janeiro. O grupo realizou reuniões com parlamentares de diferentes partidos, como PSD, União Brasil, PSOL, PDT, entre outros, para defender a manutenção do texto construído pelo grupo de trabalho da Câmara. “Vários deputados com quem conversamos ainda não conheciam a redação final construída no grupo de trabalho. As conversas têm sido produtivas e estamos otimistas. Acreditamos que a proposta será votada e que os deputados priorizarão a segurança das mulheres no Brasil”, diz Irina Cezar, responsável pelo trabalho de advocacy do movimento. Sobre o PL 896/2023 O PL 896/2023, de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA) e relatado na Câmara pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP), equipara a misoginia aos crimes de preconceito ou discriminação, assim como o racismo e a homofobia, e prevê pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa. O texto também amplia as punições para casos praticados na internet com objetivo de obter lucro, audiência ou engajamento, e estabelece a realização de campanhas públicas de enfrentamento ao ódio e à discriminação contra mulheres. “Estamos em um momento decisivo. O projeto está pronto, foi aprovado por unanimidade no Senado e o relatório da deputada Tabata Amaral também teve aprovação unânime no grupo de trabalho. Agora, precisamos que o Plenário da Câmara dê o mesmo passo. Não podemos esperar, estamos falando em proteger famílias, em proteger vidas”, afirma Rachel Ripani. Sobre o Levante Mulheres Vivas O Levante Mulheres Vivas é um movimento suprapartidário, voluntário e orgânico da sociedade civil. Surgido em dezembro de 2025 a partir de uma convocação da atriz Rachel Ripani nas redes sociais, o movimento realizou manifestações simultâneas em 21 estados e mais de 100 cidades brasileiras, reunindo milhares de pessoas contra o avanço do feminicídio. Além da criminalização da misoginia, o movimento defende uma pauta nacional de enfrentamento à violência contra mulheres e meninas, com oito eixos estratégicos que incluem Delegacias da Mulher 24h, ampliação de casas-abrigo, resposta rápida do sistema de Justiça, proteção integral a filhos de vítimas, paridade feminina no poder público, regulação das plataformas digitais e garantia orçamentária para políticas públicas. Para mais informaçõesPlataforma de mobilização digital: levantemulheresvivas.orgFormulário para marcação nas redes sociais: Missão | Levante Mulheres VivasInstagram Levante Mulheres Vivas: https://www.instagram.com/levantemulheresvivas |