DF – Conselho Diretor da ABIPTI é empossado para o biênio 2026-2028

by Amarildo Castro

A Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação (ABIPTI) realizou a solenidade oficial de posse do seu Conselho Diretor para o biênio 2026–2028. Realizada em Brasília (DF), a cerimônia reuniu parlamentares do Congresso Nacional e da Câmara Legislativa do DF, representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), além de lideranças da advocacia pública, do movimento de representação política e acadêmica, de universidades e de Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs).

Diego Menezes, representante da Fundação Bahiana para o Desenvolvimento das Ciências (FBDC), foi eleito para o segundo mandato consecutivo na presidência da entidade. A estrutura de governança do Conselho Diretor, também eleita, conta, regimentalmente, com representantes titulares das cinco regiões do país, assegurando a descentralização executiva e a articulação federativa das diretrizes da associação.

Na representação da Região Sul, o diretor comercial do Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec), Carlos Eduardo Ribas, permanece na vice-presidência. O gestor enfatizou o papel da ABIPTI na formulação e no acompanhamento das políticas públicas do setor, defendendo a convergência entre os agentes de inovação e o setor produtivo como vetor de competitividade internacional. “O Brasil é uma potência ainda pouco explorada, com grande potencial econômico e ambiente favorável, e que a inovação deve ser usada para gerar valor, fortalecer a sociedade e ranquear o país de forma mais estratégica”, afirmou.

A vice-presidência da Região Nordeste passou a ser ocupada por Valdeyer Galvão dos Reis, pesquisador do Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz Bahia), que destacou a necessidade de integração das capacidades instaladas no Nordeste, com ênfase no complexo econômico-industrial da saúde e na autonomia tecnológica regional. “A inovação brasileira só alcançará seu pleno potencial quando forem reduzidas as assimetrias regionais, reconhecendo que cada território possui competências estratégicas para contribuir com um projeto nacional de desenvolvimento”, declarou.

Pela Região Centro-Oeste, tomou posse o conselheiro nacional de educação e professor da Universidade Católica de Brasília (UCB), Paulo Fossatti. O conselheiro pautou a integração estrutural entre os níveis de ensino e a produção científica, prevendo a ampliação do modelo de tríplice hélice para incorporar demandas comunitárias e parâmetros de sustentabilidade. “É preciso transformar P&D em PIB, ou seja, converter pesquisa em impacto econômico e social, e ampliar o conceito da tríplice hélice (governo, setor produtivo e universidade) ao incluir comunidade e responsabilidade socioambiental (ESG)”, pontuou.

A vice-presidência da Região Norte foi assumida pelo diretor-presidente da organização social Biotec-Amazônia, José Seixas Lourenço, que defendeu o fortalecimento do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI) e o adensamento das cadeias produtivas locais por meio de consórcios de cooperação inter-regional. “O Brasil gera muito conhecimento científico, mas ainda carece de mecanismos para convertê-lo em inovação, defendendo colaboração em consórcios inter-regionais (Norte, Nordeste, Centro-Oeste junto ao Sul e Sudeste) para disputar editais e fortalecer sistemas estaduais de ciência e tecnologia”, salientou.

Na Região Sudeste, a vice-presidência permanece sendo exercida pelo gerente de inovação aberta do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), Alex Vallone. O gestor correlacionou o aporte contínuo de recursos em P&D ao avanço socioeconômico do país e à superação de gargalos estruturais na indústria. “Não há recurso natural sem conhecimento, o que coloca a ciência e a inovação como pilares estratégicos para o futuro do país e destaco aqui o papel da ABIPTI como protagonista na articulação do ecossistema nacional de ciência, tecnologia e inovação”, pontuou.

No encerramento do ato, o presidente Diego Menezes apresentou as diretrizes regimentais e as metas institucionais para a gestão 2026–2028, reiterando a atuação da ABIPTI junto aos poderes Executivo e Legislativo na defesa de marcos legais estáveis e do financiamento contínuo para o setor. “Neste novo mandato, continuaremos trabalhando de forma colegiada, ouvindo as instituições, respeitando as diferentes realidades do país e fortalecendo a presença da ABIPTI em todas as regiões brasileiras. Seguiremos atuando para valorizar nossas associadas, reduzir as assimetrias regionais, defender investimentos em ciência, tecnologia e inovação”, afirmou Menezes.

ABIPTI

A Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação (ABIPTI),  entidade privada sem fins lucrativos, fundada em 1980, consolidou-se como a principal entidade representativa das instituições de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (EPDIs) públicas e privadas do Brasil. Presente em todas as regiões do país, a associação desempenha um papel estratégico ao conectar o conhecimento científico às demandas do setor produtivo e do poder público, impulsionando a competitividade e o desenvolvimento socioeconômico nacional.

Sua atuação abrange a articulação institucional de alto nível junto ao governo federal, agências de fomento e ao Congresso Nacional, defendendo pautas decisivas para a consolidação do ecossistema de Ciência, Tecnologia e Inovação. A entidade atua na defesa dos investimentos públicos no setor, na modernização dos marcos legais da pesquisa e na preservação dos recursos de fundos estruturantes, garantindo que o país mantenha sua autonomia e capacidade de gerar soluções tecnológicas complexas.

Paralelamente, a ABIPTI investe no fortalecimento operacional e estratégico das suas associadas, promovendo a capacitação continuada em gestão da inovação, captação de recursos e transferência de tecnologia. 

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