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- Com alta de 640% nas infecções em setembro e outubro deste ano, infectologista orienta sobre formas de transmissão, sintomas e cuidados para evitar a disseminação do vírus
| O aumento dos casos de mpox na cidade do Rio de Janeiro reforça a importância de ampliar a informação sobre prevenção e diagnóstico precoce da doença. Dados do Observatório Epidemiológico da Prefeitura apontam 74 casos confirmados em setembro e outubro de 2026, contra dez no mesmo período do ano passado, uma alta de 640%. Diante do cenário, especialistas recomendam atenção aos sintomas e cuidados para reduzir o risco de transmissão. Causada pelo vírus MPXV, a mpox é transmitida principalmente pelo contato direto com lesões na pele, mucosas e secreções de pessoas infectadas. Contatos íntimos, incluindo relações sexuais, representam situações de maior risco. O contágio também pode ocorrer pelo contato com objetos contaminados e, em determinadas circunstâncias, por secreções respiratórias durante contato próximo e prolongado. Entre as principais formas de prevenção estão evitar o contato direto com pessoas que apresentem lesões suspeitas, não compartilhar objetos de uso pessoal e manter a higiene das mãos. Também é recomendado lavar roupas, toalhas e lençóis com água e detergente, além de limpar e desinfetar superfícies que possam estar contaminadas. Os sintomas mais comuns incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, aumento dos linfonodos (ínguas) e lesões na pele ou mucosas. As manifestações podem variar de pessoa para pessoa. Nem todos apresentam sintomas gerais, e as lesões podem ser poucas, discretas ou localizadas nas regiões genital e anal, passando despercebidas. A infectologista da Hapvida, Raíssa Perlingeiro, destaca que reconhecer os sinais da doença e adotar medidas preventivas são atitudes fundamentais para reduzir a transmissão. A especialista ressalta também que a mpox pode ser confundida com outras doenças que provocam lesões na pele, especialmente herpes, sífilis e varicela. “Por isso, a avaliação médica é importante para identificar corretamente a infecção. A confirmação é feita por exame laboratorial, geralmente o teste PCR de material coletado das lesões”, explica. Tratamento e recuperação Atualmente, não existe medicamento específico aprovado para tratar a mpox. De acordo com o Ministério da Saúde, o atendimento é baseado em medidas de suporte clínico, com foco no alívio dos sintomas, na prevenção e no tratamento de possíveis complicações. Grande parte dos casos apresenta evolução leve a moderada e melhora entre duas e quatro semanas. Durante esse período, o paciente deve manter os cuidados para evitar a transmissão. Segundo Raíssa Perlingeiro, a pessoa infectada pode transmitir o vírus desde o início dos sintomas até a cicatrização completa de todas as lesões, com a queda das crostas e a formação de uma nova camada de pele. Esse processo costuma durar de duas a quatro semanas. “A pessoa deve permanecer isolada, evitar contato físico próximo, especialmente com crianças, gestantes e imunossuprimidos, não compartilhar objetos pessoais e manter as lesões cobertas sempre que possível. Roupas, toalhas e superfícies devem ser higienizadas adequadamente”, recomenda a infectologista. A vacinação também é uma ferramenta de prevenção e redução do risco de formas graves, especialmente entre pessoas com maior risco de exposição ou complicações. No Brasil, a imunização pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é destinada a grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, incluindo pessoas vivendo com HIV/aids com imunossupressão, profissionais de laboratório com exposição ao vírus e pessoas que tiveram contato de médio ou alto risco com casos suspeitos ou confirmados, após avaliação da vigilância em saúde. Para a especialista, o aumento dos registros exige atenção, mas não deve provocar pânico.”O aumento dos casos exige maior atenção aos sintomas e às formas de transmissão, mas não justifica pânico. É fundamental evitar contato íntimo com pessoas que apresentem lesões suspeitas, procurar atendimento precocemente e seguir as recomendações de isolamento e vacinação quando indicadas”, conclui. Em caso de suspeita, a recomendação é procurar uma unidade de saúde para avaliação. A identificação precoce dos casos, o acompanhamento médico e a adoção dos cuidados indicados são fundamentais para proteger o paciente e evitar novas infecções. Sobre o Grupo Hapvida Com mais de 80 anos de experiência, o Grupo Hapvida é hoje o maior ecossistema de saúde da América Latina. A companhia possui mais de 75 mil colaboradores e atende quase 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil. Todo o aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado completo, com mais de 800 unidades espalhadas pelo Brasil, incluindo 84 hospitais, prontos atendimentos, clínicas médicas, centros de diagnóstico e coleta laboratorial além de espaços especificamente voltados ao cuidado preventivo e crônico. Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade médica e inovação, resulta uma empresa com os melhores recursos humanos e tecnológicos para os seus clientes. |