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| A queda no preço da batata foi responsável por mais de 80% da redução registrada no custo médio da cesta básica de Araraquara em julho. Segundo levantamento do Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara, o conjunto de produtos passou de R$ 1.099,69 em junho para R$ 1.084,13 em julho, uma redução de R$ 15,56, equivalente a 1,42%. A queda de 35,8% no preço da batata, isoladamente, reduziu em R$ 12,67 o custo da cesta no mês. O preço médio do produto recuou R$ 3,17 por quilo. A redução está relacionada ao avanço da safra de inverno e ao aumento da oferta no mercado. Para a economista do Sincomercio Araraquara, Maria Clara Kirsch, o resultado mostra que a queda mensal precisa ser observada para além do índice geral: “Julho trouxe um alívio para o consumidor, mas é importante observar a composição desse resultado. Uma parcela muito significativa da redução veio da batata, um produto sujeito a movimentos sazonais importantes de oferta e preço. Portanto, não estamos diante de uma queda uniforme dos itens da cesta. Há produtos recuando de maneira expressiva, enquanto outros continuam pressionando o orçamento.” Além da batata, apresentaram quedas relevantes em julho os ovos brancos (-8,9%), o açúcar refinado (-5,7%), a farinha de trigo (-5,3%) e a carne de segunda, o acém (-4,1%). Na direção contrária, a farinha de mandioca torrada teve alta de 11,9%, seguida pelo absorvente higiênico (+5,8%), sabão em barra (+5,6%), frango resfriado inteiro (+5,2%) e biscoito maisena (+2,4%). Carne e frango mostram movimentos diferentes no consumo Em valores absolutos, o contrafilé foi o produto que mais pressionou o custo da cesta no mês. O aumento de R$ 1,20 por quilo acrescentou R$ 3,59 ao valor total pesquisado. Já o frango resfriado inteiro registrou valorização de 5,2%. O movimento ocorre em um cenário no qual proteínas com preços mais competitivos ganham espaço diante das limitações do orçamento doméstico, enquanto o mercado de carne bovina convive com exportações aquecidas e demanda interna mais contida. “Quando o orçamento fica pressionado, as diferenças de preço entre produtos passam a ter ainda mais importância. Esse movimento ajuda a explicar por que determinadas proteínas podem ganhar demanda e apresentar valorização mesmo em um mês de queda do custo total da cesta”, explica Maria Clara. Queda no mês não elimina pressão acumulada Apesar da redução registrada em julho, o custo da cesta básica em Araraquara ainda acumula alta de 3,41% entre dezembro de 2025 e julho de 2026. No período, o consumidor passou a desembolsar R$ 35,72 a mais para adquirir o mesmo conjunto de produtos. Nos últimos 12 meses, a alta é de 1,90%, equivalente a R$ 20,27. Dos 32 produtos acompanhados pelo levantamento, 20 ficaram mais caros entre agosto de 2025 e julho de 2026. Entre as maiores altas acumuladas estão cebola (+157,66%), batata (+62,37%) e feijão carioca (+40,02%). Já alho (-36,26%), café torrado e moído (-21,14%) e açúcar refinado (-20,68%) aparecem entre as principais reduções do período. Para o presidente do Sincomercio Araraquara, Antonio Deliza, os números mostram que a redução mensal é positiva, mas não elimina a pressão exercida pelos itens essenciais sobre a renda.“Uma queda no custo da cesta é sempre uma notícia positiva para o consumidor, mas precisamos olhar o quadro completo. Mesmo com o recuo de julho, os produtos básicos ainda representam uma parcela muito elevada da renda de quem recebe um salário mínimo. Isso mantém as famílias bastante sensíveis às oscilações de preços e reforça a importância de acompanhar permanentemente o comportamento do consumo e do custo de vida”, afirma Deliza. Cesta ainda consome quase dois terços do salário mínimo Em julho, o valor médio de R$ 1.084,13 correspondeu a 66,9% do salário mínimo de R$ 1.621. Pelos cálculos do Núcleo de Economia do Sincomercio, um trabalhador remunerado pelo piso nacional precisaria dedicar aproximadamente 147 horas e 8 minutos de trabalho para adquirir todos os produtos que integram a cesta pesquisada. Apesar da pressão sobre o orçamento, houve melhora na comparação anual. Em julho de 2025, a cesta básica correspondia a 70,1% do salário mínimo vigente naquele período, 3,2 pontos percentuais acima da proporção atual. Sobre a pesquisaA Pesquisa de Preços da Cesta Básica é realizada mensalmente pelo Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara e acompanha a evolução do custo de 32 produtos divididos entre alimentação, higiene pessoal e limpeza doméstica.Sugestão para imprensa: Maria Clara Kirsch, economista, está disponível para entrevistas sobre comportamento dos preços, inflação dos alimentos, sazonalidade da batata, substituição entre proteínas e impacto da cesta sobre a renda. Antonio Deliza, presidente do Sincomercio Araraquara, pode abordar os reflexos das oscilações de preços sobre consumo, orçamento das famílias e comércio.A pesquisa completa e os respectivos gráficos podem ser encontrados no endereço: https://sincomercioararaquara.com.br/nucleo-de-economia/ |
| Serviço:Sindicato do Comércio Varejista de Araraquara (Sincomercio)Avenida São Paulo, 660 – CentroContato: (16) 3334-7070economia@sincomercioararaquara.com.brwww.sincomercioararaquara.com.br/nucleo-economia |