Brasília participa de eventos  da 9ª Campanha Nacional #AprenderParaPrevenir: Cidades Sem Risco

by Amarildo Castro
Capital federal recebe atividades presenciais com foco em educação e mobilização comunitária para prevenção de riscos de desastres

Foto: Leandro Vaz
BRASÍLIA / SÃO PAULO, 2026 — A 9ª Campanha Nacional #AprenderParaPrevenir: Cidades sem Risco chega em Brasília, no Distrito Federal, em 24 e 25 de abril, com atividades voltadas à formação, mobilização comunitária e articulação institucional para prevenção de riscos de desastres.

Na sexta-feira, 24 de abril, a programação será aberta ao público, no Jovem de Expressão, na Ceilândia, reunindo educadores, jovens, lideranças comunitárias, representantes do poder público, Defesas Civis e Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (NUPDECs). Já em 25 de abril, as atividades seguem com ações em território escolar, com formação voltada aos professores da Escola P Norte – Sol Nascente, aumentando o alcance das ações junto às comunidades locais.

A Campanha tem como objetivo fortalecer a atuação integrada entre comunidades, instituições públicas e espaços educativos em territórios marcados por desafios socioambientais e eventos extremos. A iniciativa estimula o desenvolvimento de campanhas locais de redução de riscos de desastres do território onde vivem, ampliando a capacidade de prevenção e resposta antes que emergências se agravem. 

“A ação não se limita a encontros pontuais, mas busca incentivar processos permanentes nos territórios. Quando escola, comunidade e instituições atuam juntas, o conhecimento ganha força e se transforma em práticas que ajudam a proteger vidas e fortalecer a organização local”, afirma Rachel Trajber, coordenadora do Programa Cemaden Educação, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

“Os efeitos dos desastres atingem com mais intensidade as populações em situação de maior vulnerabilidade. Por isso, investir em educação, acesso à informação e mobilização comunitária é essencial para fortalecer os territórios e construir cidades mais preparadas diante dos desafios climáticos”, comenta Samia Sulaiman, coordenadora de Articulação e Parcerias da Secretaria Nacional de Periferias, do Ministério das Cidades.

Formação e articulação institucional
Durante os dois dias, a programação promove diálogos, encontros formativos e oficinas de campanha, em que os participantes trabalham em grupo na elaboração de propostas práticas de mobilização de prevenção.

A proposta é fortalecer redes locais, qualificar atores dos territórios e transformar conhecimento em ação concreta, contribuindo para cidades mais preparadas diante dos riscos climáticos. A campanha reforça que a prevenção começa no cotidiano das comunidades, por meio da informação, da educação e da mobilização coletiva.

Investimentos e prevenção no território
A região Centro-Oeste tem participação ativa em iniciativas de prevenção de riscos, com destaque para as 17 iniciativas inscritas na Campanha Nacional #AprenderParaPrevenir desde 2017. A mobilização envolve escolas, Defesas Civis, órgãos públicos, universidades e organizações da sociedade civil.

No campo do monitoramento, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) mantém cinco pluviômetros automáticos no Distrito Federal, responsáveis por acompanhar, em tempo real, os índices de chuva. Os dados são enviados à Sala de Situação, em São José dos Campos (SP), e disponibilizados ao público em plataformas digitais, apoiando a atuação das Defesas Civis em todo o país.

Entre 2016 e 2025, foram emitidos 23 alertas para o Distrito Federal, sendo a maioria (83%) relacionada a riscos hidrológicos, como alagamentos e inundações, e 17% a riscos geo-hidrológicos, como movimentos de massa. Todos os alertas foram classificados como de nível moderado. O ano de 2025 concentrou o maior número de ocorrências (12 registros), com maior incidência nos meses de novembro, dezembro e abril.

Paralelamente, o Ministério das Cidades desenvolve ações estruturantes de prevenção, integrando políticas públicas com foco na justiça climática, especialmente nas periferias, mais vulneráveis aos eventos extremos. Em Brasília, a Secretaria Nacional de Periferias atua com iniciativas como o Mapa das Periferias e o Prêmio Periferia Viva, que, em três edições, selecionou 112 projetos no Distrito Federal.

No Assentamento Dorothy Stang, localizado em Sobradinho (DF), está instalado o Posto Territorial Periferia Viva. O território será beneficiado com um investimento de R$ 2,5 milhões para melhorias em infraestrutura e regularização fundiária como parte do Plano de Ação Periferia Viva em parceria com a Universidade de Brasília (FAU-UnB), Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Também já elaborou seu Plano Comunitário de Redução de Riscos e Adaptação Climática (PCRA), que contou com investimento de R$ 447 mil.

A cidade também desenvolve um dos protótipos do Programa Soluções Baseadas na Natureza (SBN) nas Periferias, implantado na comunidade Sol Nascente, com financiamento de R$ R$ 175.900 para projeto de jardim de chuva, dimensionado para captar e infiltrar a água pluvial, contribuindo para a redução de riscos socioambientais.

Agenda
24/04 – Brasília (DF)
Horário: 19h às 22h
Local: Jovem de Expressão
Endereço: EQNM 18/20, Praça do Cidadão, Bloco C – Ceilândia, Brasília – DF

25/04 – Brasília (DF)
Horário: Manhã
Local: Escola P Norte – Sol Nascente
Endereço: Setor Habitacional Sol Nascente, VC-311 Rua da Cascalheira, SN – Sol Nascente Trecho 02

Atividade:
Encontro Formativo Presencial – “Cidade Sem Risco começa na minha comunidade”
Site oficial: https://educacao.cemaden.gov.br/campanhacidadeslp/

Sobre a Campanha
A 9ª edição da campanha mobiliza escolas, comunidades e iniciativas populares em torno da educação para redução de riscos de desastres, reforçando que os desastres não são naturais e que é necessário o enfrentamento das vulnerabilidades sociais e territoriais. A iniciativa integra políticas públicas de educação, ciência e desenvolvimento urbano, fortalecendo a prevenção como eixo estruturante da justiça climática nos territórios mais vulneráveis.

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