Campos sintéticos do Guará estão em péssimo estado e oferecem risco à comunidade local

Os 9 campos com esse modelo de piso na cidade precisam de algum tipo de manutenção. Todos estão em precariedade. Quem usa o espaço, corre risco de ter uma séria contusão

POR AMARILDO CASTRO (FOTOS E TEXTO)

Virou um verdadeiro gargalo a questão da falta de manutenção dos campos sintéticos do Guará. Ao todo a cidade tem nove unidades desse tipo de equipamento, maioria construída entre 2009 e 2011, e no momento, somente o campo da QE 38, que tem uma medida maior, está ‘menos pior’ do que o restante. Os demais, estão em péssimo estado, prejudicando toda a comunidade esportiva do Guará e quem busca apenas o lazer. Quem insiste em usar esses espaços, tamanho são os buracos, corre risco de ter séria contusão.

A situação, acompanha o Jornal GuaráHoje Cidades, se arrasta por anos, e maioria não recebeu qualquer tipo de manutenção desde que foi construída, como vem mostrando o jornal, há mais de dez anos.

A precariedade do piso, das telas de proteção, da estrutura, tudo está comprometido. Na QE 42, uma das unidades mais utilizadas pela comunidade, o sintético está todo rasgado, e até uma escolinha que antes usava o espaço para trabalhos esportivos de cunho social já abandonou o local.

Campo da ‘descida para o Núcleo Bandeirante’, em frenteao Polo de Moda não tem mais nenhuma condição para uso: desleixo total com a manutenção

A situação se repete no campo em frente ao Polo de Moda, na descida para o Núcleo Bandeirante. Essa unidade é uma das piores de todas. Por ali, a comunidade abandonou qualquer atividade no espaço, e agora o lugar é uma mera ‘tapera’.

Na QI 02, moradores tentaram resgatar o ‘gramado’, fazendo remendos, mas não adiantou muito, e agora o lugar também não oferece qualquer comodidade para uso.

Na QE 38, desde a inauguração do espaço, há mais de dez anos, local nunca passou por manutenção e os reparos são feitos por professores de uma escolinha de futebol local

‘Abrigando’ aulas de uma escolinha, um dos menos piores é o sintético da QI 22, mas por ali, pais e atletas mirins reclamam da situação, que oferece risco aos usuários.

Como citado antes, a unidade da QE 38 é a menos pior, no entanto, os vestiários estão sujos, com estrutura enferrujada, além de constantes furtos no local.

Em alguns casos, o mato começa a invadir o que antes era um campo de futebol: abandono total

“Já levaram aqui todas as nossas bolas e outros matérias, assim nos deixou em situação difícil e ninguém foi preso”, comenta o vice-presidente da Associação Galáticos, Júlio Gonçalves.

O professor da mesma instituição, Thiago Carvalho Filho diz que o campo precisa de reforma urgente, porque nada foi feito desde a inauguração do espaço, em 2009. “A gente faz algumas coisas por conta própria, mas não somos profissionais nisso, precisa de gente especializada para cuidar do campo, recuperar a grade, o piso, e nada disso está sendo feito”, reclama.

Durante a visita da reportagem Thiago e um amigo faziam manutenção improvisada no portão do estádio.
Questionado sobre a falta de manutenção nos campos sintéticos do Guará, o Executivo local, por meio de sua assessoria informou que os campos sintéticos da cidade serão atendidos e que trabalha em ajustes administrativos para a adequada manutenção. Sobre as quadras esportivas, o órgão esclarece que o serviço de manutenção e revitalização já ocorre na cidade com trabalhos em andamento na SMAS e QI 8.As demais quadras, continua a nota, estão sendo vistoriadas para orçamento e execução o mais breve possível.

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