GUARÁ-DF /Menina dos olhos do ex-governador Arruda, Complexo Esportivo da QE 38 cai no esquecimento dos governos e área fica em estado crítico

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Inaugurado em meados de 2009 com a presença do então governador da época, José Roberto Arruda, espaço privilegiado pela quantidade de equipamentos cai no esquecimento e ‘vive’ quase uma década de abandono

Por Amarildo Castro – Uma área privilegiada no Guará II, com enorme espaço físico, de pelo menos 10 mil metros quadrados e presença de equipamentos de lazer que poderiam ser um modelo de entretenimento para a comunidade do Guará e do Distrito Federal. Na prática, essa foi a proposta do ex-governador José Roberto Arruda, que em 2009 inaugurou no Guará, com a presença de autoridades, o Complexo Esportivo da QE 38. O espaço fica entre a própria quadra e a chamada Cidade do Servidor (novas quadras). A intenção do ex-governador era também agregar mais qualidade de vida para os moradores das quadras que por ali seriam construídas. Mas passados quase 11 anos da badalada obra, o cenário é desolador, e desde então pouca coisa funciona direito por ali.

Todos os equipamentos do complexo esportivo estão deteriorados

A obra entregue à época por Arruda abrigava um campo sintético em medidas praticamente oficiais, uma quadra de areia (construída um pouco mais tarde), um parquinho infantil modelo para o período, vários bancos, uma academia ao ar livre, uma pista de skate e uma quadra de futsal. Mas mesmo com o ‘alarde’ de Arruda quando inaugurou o espaço, desde então, os primeiros problemas surgiram, a começar pela própria destituição do governador do cargo, logo em seguida.

Assim, alguns ajustes da obra ficaram pelo caminho, como um vestiário para o campo sintético, construído bem mais tarde sob muita pressão dos atletas que frequentavam o campo, liderados especialmente pela direção da Associação Galáticos, clube que treina garotos na modalidade futebol de campo e que desde então passaram a usar o espaço e hoje a direção dessa escola é praticamente a ‘tutora’ da parte onde está o campo, não fosse assim, a depredação estaria ainda maior,  relatou um membro da equipe que trabalham como voluntário ajudando a cuidar do vestiário.

A reportagem tentou falar com o responsável pelos Galáticos, mas não conseguiu.

O campo sintético é um dos poucos equipamentos do local em condições de uso, mas carece por melhorias

Os problemas vão além da obra que foi entregue sem uma conclusão definitiva, e os fatos mais graves ainda estariam por vir, devido à ausência quase total de manutenção.

Dos equipamentos que foram instalados, pouca coisa está hoje em condições de uso. O campo sintético é o mais conservado, mas porque é ‘cuidado’ pelos Galáticos, assim como os vestiários. Porém, tudo está precisando de manutenção.

Moradores clamam pela reforma do parquinho infantil,. Hoje, só restaram as grades do equipamento

O parquinho infantil, antes modelo, agora é uma área cercada com grades velhas e enferrujadas, dentro, apenas grama alta faz parte do cenário. A pista de skate não está em condições normais de uso, precisando de reforma, enquanto o campo de areia também pede por manutenção.

Pista de skate é boa, mas está sem manutenção há meses

Já a quadra de futsal teve uma pequena reforma no final de 2020 promovida pelos próprios moradores, que cansaram de esperar por melhorias vindas de órgãos públicos. Assim, sobram reclamações de moradores.

Vestiário do campo sintético foi arrombado por bandidos recentemente: bolas novas levadas

Cobranças por segurança limpeza

A reportagem do Jornal GuaráHOJECidades esteve no local no último domingo, 17, e conversou com alguns moradores. Dona Diana Vitorino da Costa Cleia Maria fazem afirmam que o local é relativamente tranquilo, mas que dependendo do horário não é recomendável frequentar o espaço porque alguns ‘fazem coisas erradas’. Elas reclamam da falta de um parquinho infantil porque os pais não têm alternativas para o lazer das crianças.

Para ter condições de jogo, quadra foi reformada em mutirão comunitário feito pelos moradores, mesmo assim, necessidades de melhorias continua

Já para Charlie Augusto Silva, morador da QE 46, o problema do complexo esportivo é o abandono e a falta de policiamento. “É um ambiente bom, mas realmente está precisando de manutenção e de segurança, especialmente da pista de skate, uma reforma seria muito bem vista”. Ele relata que a falta de lixeiras também é um problema por não ter onde jogar o lixo.

A reportagem enviou à Administração Regional do Guará e perguntou se há alguma melhoria para o setor. Em um e-mail, o Executivo local se pronunciou por meio de sua assessoria de imprensa, veja a resposta:

A Administração Regional do Guará informa que realiza a manutenção  dos equipamentos urbanos, periodicamente, e acrescenta que irá encaminhar uma equipe para a devida vistoria e os necessários atendimentos. O órgão reforça que o morador pode registrar demandas utilizando a Ouvidoria pelo 162, via site www.ouv.df.gov.br ou pelo aplicativo e-Cidades. Desta forma, será gerado um número de protocolo para acompanhamento das providências a serem tomadas.

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