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| O golpe digital nem sempre começa com um pedido de transferência de dinheiro, um link suspeito ou uma falsa comunicação de uma instituição financeira. Quando o alvo são crianças e adolescentes, a primeira abordagem pode surgir por meio de uma conversa aparentemente inocente em um jogo virtual, de uma nova amizade em uma rede social ou de uma oferta vantajosa dentro de uma plataforma de games. No mês em que são celebrados o Dia das Crianças e o Mês da Conscientização em Cibersegurança, o Santander alerta para a forma como golpistas constroem relações de confiança para obter informações pessoais, influenciar comportamentos e até utilizar crianças e adolescentes como porta de entrada para chegar aos pais e responsáveis. Com os avanços da inteligência artificial, mensagens, imagens, áudios e perfis falsos tornaram-se mais convincentes e personalizados. A tecnologia também pode ser utilizada por criminosos para reproduzir a forma de comunicação de uma pessoa, explorar informações disponíveis nas redes sociais e criar abordagens que aparentam ser familiares ou legítimas. “Compartilhar informações pessoais com desconhecidos, manter conversas privadas com adultos ou perfis não verificados, atender a pedidos urgentes sem checagem prévia, enviar fotos ou vídeos sem refletir sobre o uso futuro desse conteúdo e normalizar interações que insistem em afirmar que ‘ninguém precisa saber’ aumentam significativamente o risco de golpes. Por isso, educação e diálogo são tão importantes quanto as ferramentas de proteção”, alerta Leandro Granja, CISO do Santander. A inteligência artificial aumenta a credibilidade dos golpes ao reduzir erros de linguagem, ampliar a personalização e possibilitar a imitação de vozes, imagens e estilos de comunicação. Isso torna tecnologias como deepfakes e clonagem de voz uma ameaça real para as famílias, especialmente em situações que simulam emergências, pedidos urgentes ou mensagens de pessoas que aparentam ter autoridade ou proximidade com a vítima. Entre os principais sinais de alerta mais comuns estão a sensação de urgência extrema, pedidos de sigilo, orientações para não compartilhar a conversa com outras pessoas, mudanças repentinas de comportamento, medo de perder uma oportunidade, insistência para migrar a conversa para outro canal e solicitações de informações pessoais. Mais vulneráveis às técnicas de engenharia social, crianças e adolescentes tendem a confiar com mais facilidade e identificam com menos precisão sinais de manipulação. Além disso, ainda estão desenvolvendo repertório para avaliar risco, lidar com pressão social e diferenciar interação legítima de tentativa de exploração. “Na prática, isso os torna mais suscetíveis a estratégias que exploram senso de urgência, recompensa, medo de exclusão e promessa de vantagem fácil”, explica Leandro Granja. Jogos para ganhar confiança Para se aproximar das vítimas durante partidas de jogos virtuais, os golpistas costumam explorar o próprio ambiente da plataforma como forma de disfarçar suas intenções. Ingressam em partidas, chats e comunidades e iniciam conversas aparentemente inocentes, oferecendo amizade, presentes ou vantagens dentro do jogo. A dinâmica muda à medida que conquistam a confiança da vítima, passam a coletar informações pessoais ou tentam transferir a interação para outros canais de comunicação. Nos games, também podem explorar situações de bullying, trocas de itens virtuais e promessas de recompensas exclusivas. Já nas redes sociais, usam perfis falsos, conteúdos virais e mensagens privadas para criar intimidade e acelerar a construção da confiança. Na avaliação do CISO do Santander, há diferenças entre os golpes direcionados a crianças e aos adolescentes. Ao abordar crianças, o foco costuma ser mais lúdico e simples, usando personagens, jogos, brindes, promessas de acesso ou pedidos aparentemente inofensivos. Já com adolescentes, a estratégia tende a explorar aspectos sociais e emocionais, com uso de pressão de grupo, chantagem, falsas oportunidades, preocupação com reputação, relacionamentos virtuais, desafios online até tentativas de extorsão. Diálogo e educação como proteção A principal ferramenta de controle parental deve ser o diálogo combinado com educação digital contínua. Pais e responsáveis devem conversar sobre privacidade, revisar configurações de conta, limitar exposição pública, desabilitar interações desnecessárias, acompanhar quem a criança adiciona e reforçar uma regra simples: qualquer pedido estranho, urgente ou secreto deve ser verificado com um adulto de confiança. Também é importante ensinar crianças e adolescentes a bloquear, reportar e encerrar a conversa imediatamente quando algo sair do padrão ou gerar desconforto. Santander Kids & Teens Para apoiar famílias na orientação de crianças e adolescentes sobre os riscos e as responsabilidades do mundo digital, o Santander Global lançou o Santander Kids & Teens, plataforma educativa que aborda segurança digital de forma lúdica, didática, interativa e adequada às diferentes fases do crescimento. Por meio de exemplos, atividades, perguntas e recursos visuais, o espaço apresenta conteúdos sobre proteção de dados pessoais, segurança de contas e dispositivos, identificação de golpes e situações de risco, além de incentivar o uso consciente e responsável dos serviços digitais. A iniciativa também integra segurança digital e educação financeira, abordando situações do dia a dia, como compras em jogos, assinaturas de serviços, uso de aplicativos de pagamento e identificação de ofertas suspeitas na internet. Além de reunir informações para que crianças e adolescentes desenvolvam autonomia e senso crítico, a plataforma incentiva o diálogo com pais, responsáveis e educadores, reforçando a importância de compartilhar dúvidas e buscar ajuda diante de situações desconfortáveis. O conteúdo está disponível em inglês. Além da plataforma, o Santander mantém uma agenda de educação e prevenção em segurança digital voltada a clientes e famílias. Entre as iniciativas estão conteúdos educativos como o Cyber Hero, a audiossérie Protocolo Alice, disponível no Spotify, e páginas de segurança com orientações práticas sobre engenharia social, canais oficiais e cuidados para evitar o compartilhamento de senhas, códigos e informações com contatos suspeitos. Cinco sinais de alerta de que uma criança ou adolescente pode estar sendo manipulado: 1. “Não conte para ninguém” – Pedidos para manter uma conversa ou situação em segredo devem ser tratados como sinal de alerta. 2. Urgência exagerada – Mensagens que exigem uma resposta imediata ou dizem que algo será perdido caso a criança não aja naquele momento. 3. Promessas de recompensa – Ofertas de presentes, dinheiro, itens de jogos, vantagens ou oportunidades em troca de informações, imagens ou alguma ação. 4. Mudança de comportamento – Medo, ansiedade, isolamento, alteração repentina no uso do celular ou preocupação excessiva com determinada conversa podem merecer atenção. 5. Tentativa de sair da plataforma – Quando alguém conhecido em um jogo ou rede social insiste para levar a conversa para um aplicativo privado ou outro canal, é importante interromper a interação e conversar com um adulto de confiança. |