Pioneiro, que morava na QE 19 não resistiu às complicações de saúde após longo tratamento
O Guará, a Região Administrativa X do Distrito Federal perdeu na tarde desta sexta-feira, dia 9, um de seus comerciantes pioneiros no ramo de quiosques, o SR. Armênio Alves da Silva, que tinha 81 anos, recém completados.
Conhecido como Galego, Sr. Amênio não resistiu às complicações de saúde que se arrastavam por vários anos, entre períodos em casa e em hospitais do DF. Ele faleceu em casa por volta das 13h10 ao lado da família, inicialmente como suposta causa, uma parada cardiorespiratória.

Sr Armênio em uma de suas últimas imagens feita por Amarildo Castro: ao lado da esposa Ene, fez história na QE 19 do Guará
A família ainda não anunciou o velório e enterro, que deve ocorrer neste sábado, dia 10 de outubro.
Luta contra doença
Sr. Armênio nos últimos anos sempre lutou contra uma doença grave, mas nunca deixou de ter um sorriso no rosto, e já aposentado há algum tempo, costumava frequentar o Quiosque do Galego, empreendimento que ele tocou por muitos anos ao lado da esposa Ene, na QE 19 do Guará II. Mesmo sob o comando da filha Verônica atualmente, ele sempre passava pelo local para ver os amigos e dar dicas de gastronomia na Casa, onde criou boa parte das receitas ao lado da esposa Ene, enquanto tocavam o empreendimento.

Vindo de Parelhas, no Rio Grande do Norte, aos 17 anos, de imediato foi trabalhar na Novacap. Morava em um acampamento na Candangolândia. Por lá, ficou por cerca de 12 anos. Casado com Dona Aliene, chegou ao Guará por volta de 1975 (não se lembra muito bem a data), e desde então, nunca mais deixou a RA. Morador da QE 19 desde então, teve três filhos: Verônica, Vera e Renato, que sempre moraram na cidade.
Vida dura
Em recente depoimento ao Blog do Amarildo, Sr. Armênio contou que nos anos 60 a vida era outra, e que naquele tempo, nem de longe o dia a dia lembrava o atual momento. “Tinha muita poeira, a vida era mais difícil, mas era alegre também, as pessoas se encontram mais”, relatou.
Sobre sua passagem pela Novacap, ele disse que era operador de máquina, e que ajudou a construir especialmente calçadas. “No Palácio do Buriti, a gente ficou lá um tempão, eu tenho orgulho em dizer que ajudei a construir a infraestrutura em volta do palácio”, afirmou à época.
Armênio, que era conhecido também como Galego, tinha algumas paixões na vida, e uma delas era o futebol. Torcedor do Fluminense, costumava ver jogos do tricolor carioca ao lado de familiares ou amigos, na maior parte das vezes, quando ainda estava com saúde, no Quiosque do Galego.