- Espaço criado em 1994 volta com novo roteiro educativo, acessibilidade e quase 200 peças no acervo
Entre as peças biológicas disponíveis, esqueletos bem-conservados também são exibidos no espaço científico
Por Carlos Eduardo Bafutto, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto
O Museu de Ciências Naturais do Zoológico de Brasília voltou a receber visitantes neste sábado (16), após reforma do espaço expositivo, ampliação da acessibilidade e reorganização do acervo. No evento, também foram inaugurados um espaço esportivo, banheiros reformados, a apresentação do Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Zoológico (Pdot) e o lançamento do programa Tratador Mirim.
O secretário de Meio Ambiente, Rafael Santana, destacou o vínculo afetivo dos brasilienses com o Zoológico e o papel educativo do museu: “O zoo é um ambiente de memória. A gente se lembra da família, dos pais, dos amigos, dos piqueniques. Esse espaço vem para realçar essa memória, com animais taxidermizados, todos reais, e experiências para a criançada e para toda a família”.
Criado em 1994, o Museu de Ciências Naturais é uma das estruturas de educação ambiental mais tradicionais do Zoológico de Brasília. Além de animais taxidermizados, o local tem esqueletos e materiais conservados em meio líquido, permitindo ao público conhecer características de espécies nativas e exóticas, bem como temas ligados à biodiversidade, à evolução dos vertebrados e à conservação da fauna.
Segundo o diretor-presidente da Fundação Jardim Zoológico de Brasília, Wallison Couto, o museu foi preparado para oferecer uma visita mais acessível e interativa. “Para nós é um prazer imenso ter reaberto o museu”, declarou. “Fizemos algumas adaptações, trouxemos mais animais, mais interatividade e mais acessibilidade para o público. Está bem diferente e mais divertido para as crianças também”.
Entre as principais novidades está o esqueleto da girafa Yvelize, que viveu no Zoológico até 2018 e morreu aos 7 anos, após uma cirurgia de emergência para tratar uma torção intestinal. Preservada ao longo dos anos para integrar o acervo, a peça tem 4,30 metros de altura e passa a ser uma das atrações do museu.
O acervo reúne quase 200 peças biológicas em diferentes formas de conservação, como materiais preservados em meio líquido. Wallison explicou que o roteiro foi organizado em três etapas: “Tem a parte osteotécnica, a parte que mostra a evolução dos animais e do ser humano e, por último, uma parte de sensibilidade, de interação e de toque”.
O diretor-presidente também ressaltou que boa parte das peças é formada por animais que viveram no próprio Zoológico. “A maioria dos animais é daqui do zoo mesmo”, detalhou. “Não é porque o animal morreu que a gente perde esse contato com ele. A gente traz para o museu, e a população consegue continuar vendo esses animais aqui no zoológico”.
Educação ambiental
O novo percurso será acompanhado por educadores ambientais, com conteúdos sobre evolução dos vertebrados, biodiversidade e parentesco evolutivo entre seres humanos e outros primatas. As visitas ocorrerão de terça-feira a domingo, das 9h às 12h e das 13h30 às 16h.
A estudante Maria Luíza Pereira do Nascimento, de 9 anos, aluna do 5º ano do Colégio Militar Dom Pedro II, saiu impressionada com o tamanho do esqueleto da girafa. “Foi muito legal”, comentou. “É muito grande. Eu não dou nem a perna da girafa. É legal para as crianças aprenderem sobre os bichos e, no futuro, se quiserem, cuidar deles”.