Música-Mobília: Cinema e música ambiente – Obra de Erik Satie revisitada, por André Balboni

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O músico André Balboni está lançando o disco Satie for Lovers, onde ele faz releituras da obra de Erik Satie, músico e compositor francês do início do século XX, que utilizou os ideais estéticos dadaístas como ponto de partida para criar uma forma primordial de música ambiente e muitas vezes usada para o cinema. 

O francês Erik Satie é um daqueles casos típicos de compositores que não são conhecidos pelo grande público embora seus temas sejam populares a ponto de você já ter ouvido alguns deles no rádio, em trilhas sonoras de cinema, comerciais de TV ou mesmo no som ambiente de salas de espera ou elevadores.  O próprio Satie chegou a batizar seu estilo de composições como “música-mobília”, ou seja, um tipo de música que poderia, por exemplo, ser executada durante um jantar e funcionar como uma discreta atmosfera de fundo para o evento em si, ao invés de servir como foco de atenção e apreciação direta.

A obra mais famosa de Satie, nessa perspectiva é, sem dúvida, “Gymonopédie nº 1”, usada nas trilhas de sonoras de filmes como “A Outra” (1988), de Woody Allen; “Meu Jantar com André” (1981), de Louis Malle; no thriller “Diva” (1981), de Jean-Jacques Beineix; “The Royal Tenenbaums” (2001), de Wes Anderson; no documentário “Man on Wire” (2008), de James Marsh; e em “Mississipi Grind” (2015), de Anna Boden e Ryan Fleck. 

Extrapolando esta perspectiva histórica, Satie é de certa forma a ligação entre esses novos movimentos artísticos e o trabalho de Brian Eno, que, musical e artisticamente treinado que era, também conseguiu contextualizar essa importância que ambos, arte e música, possuíam.         Fotos: https://drive.google.com/drive/folders/1djdwC2P8pkA1c8LeHXa8G43s_Jzt1QlB?usp=sharing 

Pra ouvir nas plataformas digitais

http://ouca.la/satie-for-lovers


Assessoria de imprensa
– Paulo Almeida

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