Em 13 meses, projeto atendeu mais de 350 crianças e adolescentes, gerou oportunidades de emprego, conquistou reconhecimento internacional, medalhas nacionais e inspirou a criação do Filhas da Nação
O Projeto Filhos da Nação encerrou, na última quarta-feira (14), seu primeiro ciclo viabilizado pela Lei de Incentivo ao Esporte Federal, com resultados que superaram as expectativas. Em 13 meses, a iniciativa ultrapassou a meta de 308 crianças e adolescentes, atendendo gratuitamente mais de 350 jovens por meio da Remoterapia, metodologia que combina canoa havaiana, stand up paddle e princípios da psicologia junguiana. Criado em 2017 por Gabriela Speziali e Tiago Souza, o projeto desenvolve suas atividades na Ascade, às margens do Lago Paranoá, em Brasília, beneficiando crianças e adolescentes de instituições de acolhimento, como o Lar de São José, Lar Infantil Chico Xavier, Casa de Ismael, Lar de Eurípedes, Lar Jesus Menino e Nosso Lar; da residência inclusiva APAED e de escolas públicas do Distrito Federal.
O período foi marcado por conquistas que ultrapassaram as atividades esportivas, com a contratação de três jovens que viveram no acolhimento institucional como monitores, a conquista de medalhas em competições nacionais e distritais de canoa havaiana e a classificação de equipes para o Mundial de Va’a, em Singapura. O projeto também ganhou projeção internacional com a participação de Gabriela Speziali na Brazil Conference 2026, realizada em Harvard e no MIT, após ser escolhida embaixadora da região Centro-Oeste. A experiência também inspirou a criação do Filhas da Nação, iniciativa voltada exclusivamente para meninas de escolas públicas e instituições de acolhimento.
Ao longo dos últimos 13 meses, o Filhos da Nação também fortaleceu o diálogo com o poder público e a rede de proteção à infância, incluindo a visita do então ministro do Esporte, André Fufuca, e a participação em audiência pública na Câmara dos Deputados, onde jovens apresentaram um manifesto sobre os desafios da transição para a vida adulta. No último sábado (10), o projeto recebeu novamente a visita de magistrados, da juíza titular da 1ª Vara da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Rejane Suxberger, o juiz auxiliar da Presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Hugo Gomes Zaher, de Kênia Mourão, do Movimento Além do Acolhimento, e do presidente da Ascade, Francisco Morais, que acompanharam de perto as atividades e a metodologia desenvolvida com os participantes.
“Encerramos esses 13 meses com muito mais do que números. Superamos nossa meta, abrimos oportunidades de trabalho, vimos nossos jovens conquistarem medalhas e levamos nossa metodologia ao cenário internacional. Cada conquista representa uma criança ou adolescente que passou a acreditar mais em si e nas possibilidades de construir seu próprio futuro”, destaca Gabriela Speziali, cofundadora e coordenadora do Filhos da Nação.
Realizado pela Associação Brasil Melhor (ABM), o primeiro ciclo incentivado contou com o patrocínio da Neoenergia, Sicoob, Drogasil, BRB Seguros e Emgea. Com o encerramento desta etapa, o projeto busca novos patrocinadores para garantir a continuidade e a ampliação dos atendimentos, consolidando o esporte como ferramenta de desenvolvimento socioemocional, pertencimento e preparação para a vida adulta.O Filhos da Nação foi criado por Gabriela Speziali e Tiago Souza, é realizado na Lei de Incentivo ao Esporte pela Associação Brasil Melhor (ABM) e acontece no clube da ASCADE. Fotos: Filhos da Nação