- Com palestras e apresentações teatrais, o foco do instituto foi sensibilizar às pessoas acerca do combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes
O mês de maio marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. O foco é no dia 18, data criada para sensibilizar à população sobre a proteção infantil e o enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes.
Dentro da campanha Maio Laranja, o Instituto Reciclando o Futuro promoveu, nesta semana, uma importante ação na comunidade da 26 de Setembro, comunidade que fica entre Vicente Pires e Taguatinga. O evento reuniu moradores, famílias, crianças e profissionais da área social em um momento de informação, acolhimento e mobilização em defesa da infância.
A programação contou com palestras educativas e uma apresentação teatral com fantoche, conduzida pela psicóloga Fernanda Ferreira Lages. Durante a atividade, a personagem Jujuba ensinou às crianças, de forma lúdica, sobre limites do próprio corpo e como identificar situações inadequadas, com orientações sobre a importância de dizer “não” para toques indesejados.
A fundadora do Instituto Reciclando o Futuro, Renata Daguiar, falou sobre a necessidade de construir uma relação de confiança entre pais e filhos para que as crianças se sintam seguras em relatar situações de violência. “É muito importante ter essa relação de proximidade para que seu filho tenha confiança em você e conte o que está acontecendo. Muitas vezes, o abusador se aproveita dessa falta de diálogo e dessa ausência de atenção dentro de casa”, destacou.
Além das ações, o Reciclando o Futuro já atendeu mais de 500 famílias na região por meio de projetos sociais, atividades culturais, capacitação profissional voltadas para pessoas em situação de vulnerabilidade. “Realizamos trabalhos como esse em todo o DF. Quando fundei o instituto o objetivo sempre foi levar capacitação, qualificação e proteção a quem mais precisa”, completou Renata Daguiar.
Moradora da 26 de Setembro, Mariana Oliveira Bastos de Sousa participou da ação ao lado do filho e contou que atividades como essa ajudam responsáveis e crianças a compreender melhor o tema. “Muitos pais não sabem como orientar os filhos sobre esse assunto. Eu mesma fui vítima de abuso quando era criança por falta de informação. Hoje vejo como esse trabalho é importante para conscientizar as crianças e também dar segurança para os pais”, ressaltou.
Segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, o Disque 100 registrou mais de 32,7 mil violações sexuais contra crianças e adolescentes entre janeiro e abril de 2026.

Renata Daguia, que está à frente do projeto: “Satisfação em poder colaborar”