| Com apoio do Sebrae/SC, projeto-piloto reúne 22 produtores e já resultou no nascimento de terneiros com genética de alto padrão |
Em vez de depender da compra de reprodutores de outras regiões, produtores de Itapiranga, no Extremo Oeste de Santa Catarina, começam a produzir, dentro das próprias propriedades, animais com genética de alto padrão e adaptados às condições da região. A mudança é resultado de um projeto piloto de transferência de embriões desenvolvido com apoio do Sebrae/SC, que já reúne 22 produtores rurais. A ação é desenvolvida em parceria com a prefeitura e o Instituto de Desenvolvimento Uceff.
A proposta é utilizar a biotecnologia para produzir animais com genética superior e adaptados às condições encontradas nas propriedades da região. A transferência de embriões permite multiplicar características desejáveis de animais selecionados, acelerando o processo de melhoramento do rebanho.
Segundo o coordenador do projeto, Lazie De Col, a adaptação dos animais é um dos principais objetivos da iniciativa. A intenção é formar reprodutores que apresentem bom desempenho nas condições de clima, relevo e ambiente do Extremo Oeste.
“Nosso objetivo é produzir, por meio da transferência de embriões, reprodutores de alto padrão genético já adaptados à nossa região. São animais preparados para as condições daqui, inclusive em relação às doenças e parasitoses encontradas nas propriedades”, explica.
RESULTADO
O projeto alcançou uma taxa de prenhez próxima de 50% entre os 66 embriões transferidos. A etapa atual envolve a organização da documentação dos animais e a possibilidade de registro como PO (Puro de Origem), conforme os critérios aplicáveis.
Durante a execução, produtores que não tinham quantidade suficiente de fêmeas receptoras puderam contar com animais disponibilizados por outros participantes. A experiência também permitiu identificar ajustes necessários para futuras edições do projeto.
A tecnologia pode ajudar a reduzir a dependência da compra de reprodutores de outras regiões. Animais trazidos de locais com condições diferentes podem enfrentar dificuldades de adaptação, o que pode comprometer seu desempenho e aumentar os custos para o produtor.
Para o gerente regional do Sebrae/SC no Extremo Oeste, Udo Martín Trennepohl, a iniciativa aproxima a inovação tecnológica da realidade das propriedades rurais. “O melhoramento genético é uma ferramenta importante para aumentar a eficiência da produção. O papel do Sebrae/SC é ajudar a levar conhecimento, tecnologia e soluções que possam ser aplicadas na realidade dos produtores e contribuir para a evolução da atividade”, afirma.
GADO DE LEITE
O trabalho de desenvolvimento tecnológico também contempla a pecuária leiteira. Nesse segmento, a proposta envolve a genotipagem dos animais para identificar características de interesse econômico, como potencial produtivo, fertilidade, eficiência alimentar e resistência a doenças. Com os dados genéticos, o produtor pode selecionar com maior precisão os animais que serão utilizados na reprodução e direcionar investimentos para as fêmeas de maior potencial.

Proposta é utilizar a biotecnologia para produzir animais com genética superior e adaptados às condições encontradas nas propriedades da região (Divulgação/Sebrae/SC)
SOBRE O SEBRAE/SC
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