- Dinheiro arrecadado, segundo direção da Ascofeg, a entidade que paga as despesas do local, não é suficiente para liquidar as despesas dos funcionários e outros itens
POR AMARILDO
Passados mais de três anos após uma polêmica eleição para a direção da Ascofeg, a associação que de prática, representa a Feira do Guará, a situação continua complicada. Isso, porque segundo o presidente da entidade, Valdinei Lima, atualmente, depois de muitos embates, o dinheiro que é arrecadado entre feirantes está sendo ‘dividido’ entre duas associações, a Ascofeg, que na prática paga as despesas e a Asfeg, que diante do Governo, também teria ‘carta branca’ para gerir o local, mas juridicamente, quem teria vencido as eleições seria a Ascofeg, e assim o embate não acabou, já que a Asfeg também se considera, segundo informações, apta para a gestão.
Segundo Valdinei, atualmente o dinheiro arrecadado pela Ascofeg não cobre as despesas com funcionários do local e outras despesas. Ele afirmou à reportagem que a ‘outra’ associação não estaria pagando nenhuma despesa do local, mas que segundo levantamento, alguns feirantes estariam pagando taxas às Asfeg.
Valdinei afirmou ainda que o por horas, ele, uma conselheira e o advogado da Ascofeg teriam aberto mão do salário para pagar os trabalhadores que mantém a limpeza e manutenção da feira. Perguntado como ficaria a situação daqui para frente, Valdinei disse que só não abriu mão do cargo até agora devido à questão social e operação da Feira do Guará. “São muitos trabalhadores que dependem da feira funcionando, e nós não estamos irregulares, ganhamos uma eleição onde um grupo tenta nos derrubar, mas sem argumentos concretos para isso”, resumiu.

Livro de prestação de contas da Ascofeg: déficit para pagar funcionários
À reportagem ele mostrou uma pequena prestação de contas, onde diz que nada ‘fecha’.
Por fim, Valdinei acredita que seria uma interferência ou da Administração do Guará ou do próprio governo para resolver de vez a questão.
A reportagem ainda não conseguiu contato com representantes da Asfeg, o espaço fica aberto, especialmente para falar sobre as supostas taxas que alguns feirantes estariam pagando a entidade e que, caso esteja recebendo, faz com o recurso.