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Evento, financiado pela Fapesp, acontece na Unicamp em setembro
| Entre 1 e 11 de setembro de 2026 ocorre, em Campinas, a Escola São Paulo de Ciência Avançada em Microplásticos (ESPCA em Microplásticos), voltada à formação de pesquisadores e pesquisadoras em início de carreira para enfrentar os desafios da poluição plástica por meio da pesquisa, do pensamento crítico e de políticas públicas baseadas em evidências. Durante a Escola, 50 participantes brasileiros e 50 de outros países terão a oportunidade de conviver de maneira intensiva com cientistas e formuladores de políticas públicas de diversas regiões do Brasil e do mundo, referências na área, participando de aulas teóricas e práticas e sessões de pôsteres e desenvolvendo projetos curtos sob mentoria desses especialistas.As inscrições se iniciam em 20 de março, através de formulário próprio a ser divulgado no site da ESPCA em Microplásticos. O público-alvo são estudantes de mestrado e doutorado, além de pós-doutorandos e pesquisadores em início de carreira, vinculados a instituições brasileiras e internacionais e com formação em um conjunto abrangente de disciplinas relacionadas à temática. Para participar, as pessoas candidatas precisam apresentar uma série de documentos, dentre eles uma carta de intenções, um resumo do projeto de pesquisa que desenvolvem, uma carta de recomendação de seu orientador ou orientadora e o histórico acadêmico, além de atestar proficiência em Inglês, língua oficial do evento. Os selecionados receberão apoio financeiro que inclui transporte, acomodação, alimentação e seguro-viagem (para participantes provenientes de fora do Brasil).A organização da Escola, que acontece nas dependências da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), é uma parceria entre Unicamp e Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Os grupos de pesquisa responsáveis pela organização são o Laboratório de Química Ambiental (LQA), da Unicamp, e o Grupo de Pesquisa em Poluição Plástica (GPPP), da UFSCar. Objetivos e critérios de seleçãoA Escola apostará na interdisciplinaridade e na visão integrada, com atividades divididas em quatro eixos de estudo: polímeros e suas substâncias químicas adicionadas; interações superficiais entre plásticos, aditivos e poluentes ambientais; impactos ecotoxicológicos; e debate público e ações viáveis baseadas em evidências e voltadas à formulação de políticas regulatórias.Walter Waldman, docente na UFSCar e vice-coordenador da Escola, explica que esses eixos pretendem abarcar, juntos, a amplitude e a complexidade do problema da poluição plástica, fornecendo uma visão multidimensional a respeito desses materiais e seus efeitos no ambiente. Essa visão, afirma o docente, é particularmente relevante no contexto do Tratado Internacional sobre Poluição Plástica, o qual, uma vez implementado, será estratégico para o meio ambiente, a saúde, o comércio e a bioeconomia.Microplásticos possuem um extraordinário potencial de transporte pelo ar, pela água e pelo solo, e pesquisas recentes os têm encontrado até mesmo em lugares bastante remotos como topos de montanhas e grandes desertos. |