75
| Erro de diagnóstico é principal entrave no tratamento, segundo ela. |
| A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) subiu à tribuna do Senado, nesta terça-feira (9), para fazer um apelo urgente em defesa das mulheres diagnosticadas com Linfangioleiomatose, conhecida pela sigla LAM. A doença é rara, grave e atinge principalmente mulheres jovens, destruindo a capacidade pulmonar e comprometendo funções básicas do dia a dia, como caminhar ou cuidar dos filhos. Em um discurso direto, a parlamentar destacou que o mês de junho é dedicado à conscientização sobre a patologia e cobrou respostas concretas do Poder Público. “Não vim aqui para fazer discurso bonito, nem para gastar o tempo precioso desta Casa com palavras vazias. Vim trazer um alerta urgente para o Parlamento brasileiro”, afirmou Damares. A senadora descreveu de forma simples o impacto devastador da doença, comparando os pulmões a balões que, devido à LAM, passam a apresentar cistos e buracos. Segundo ela, a falta de um protocolo eficiente de atendimento tem mantido muitas pacientes em uma “fila invisível da morte”, à espera de diagnóstico e tratamento adequados. “Cada projeto que a gente deixa parado aqui na nossa Casa significa o sepultamento de uma brasileira. Cada requerimento que mofa numa gaveta representa a angústia de uma família que não sabe se a mãe, se a filha vai acordar amanhã com o pulmão colapsado”, enfatizou a parlamentar. Como medida imediata, Damares anunciou a realização de uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos, marcada para o dia 20 de agosto. O objetivo é reunir especialistas, associações de pacientes e representantes do Ministério da Saúde para cobrar o funcionamento efetivo de protocolos de atendimento e a facilitação de exames. Além disso, a senadora defende o avanço de projetos que tramitam no Congresso e reforçou o pedido para uma sessão especial no plenário do Senado. “O nosso mandato está comprometido com os invisíveis. O Parlamento brasileiro não pode fechar os olhos para a dor do nosso povo”, concluiu. Foto: Carlos Moura/Agência Senado |