Senadora Damares Alves alerta para urgência no combate à LAM e cobra ação do Ministério da Saúde

by Amarildo Castro
Erro de diagnóstico é principal entrave no tratamento, segundo ela.
 A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) subiu à tribuna do Senado, nesta terça-feira (9), para fazer um apelo urgente em defesa das mulheres diagnosticadas com Linfangioleiomatose, conhecida pela sigla LAM. 

A doença é rara, grave e atinge principalmente mulheres jovens, destruindo a capacidade pulmonar e comprometendo funções básicas do dia a dia, como caminhar ou cuidar dos filhos.

Em um discurso direto, a parlamentar destacou que o mês de junho é dedicado à conscientização sobre a patologia e cobrou respostas concretas do Poder Público. 

“Não vim aqui para fazer discurso bonito, nem para gastar o tempo precioso desta Casa com palavras vazias. Vim trazer um alerta urgente para o Parlamento brasileiro”, afirmou Damares.

A senadora descreveu de forma simples o impacto devastador da doença, comparando os pulmões a balões que, devido à LAM, passam a apresentar cistos e buracos. Segundo ela, a falta de um protocolo eficiente de atendimento tem mantido muitas pacientes em uma “fila invisível da morte”, à espera de diagnóstico e tratamento adequados.

“Cada projeto que a gente deixa parado aqui na nossa Casa significa o sepultamento de uma brasileira. Cada requerimento que mofa numa gaveta representa a angústia de uma família que não sabe se a mãe, se a filha vai acordar amanhã com o pulmão colapsado”, enfatizou a parlamentar.

Como medida imediata, Damares anunciou a realização de uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos, marcada para o dia 20 de agosto. O objetivo é reunir especialistas, associações de pacientes e representantes do Ministério da Saúde para cobrar o funcionamento efetivo de protocolos de atendimento e a facilitação de exames.
Além disso, a senadora defende o avanço de projetos que tramitam no Congresso e reforçou o pedido para uma sessão especial no plenário do Senado. “O nosso mandato está comprometido com os invisíveis. O Parlamento brasileiro não pode fechar os olhos para a dor do nosso povo”, concluiu.

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

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