Comunidades do Amapá recebem oficina de fortalecimento da agricultura familiar quilombola

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A oficina foi realizada no último mês, pela Ecam Projetos Sociais, CONAQ e com o apoio do Instituto Clima e Sociedade 

Imagem: Meline Machado/Ecam

Nos dias 11 e 12 de dezembro, a Ecam Projetos Sociais, CONAQ-AP e cerca de 30 representantes de comunidades quilombolas do Amapá se reuniram para realizar a oficina de construção de uma matriz analítica, que tem por objetivo apontar desafios e alternativas para o fortalecimento da agricultura familiar nos quilombos do estado. 

A oficina vem para complementar uma série de ações realizadas pelas instituições nos últimos dois anos, como a entrega de cestas básicas, durante a pandemia, e levantamentos de dados junto a mais de 8 mil famílias quilombolas, para a realização  do “Diagnóstico – ações de produtividade nas comunidades quilombolas do Amapá”.

O estudo, que foi apresentado e debatido junto às comunidades e instituições parceiras de forma online, em julho do ano passado, veio para trazer um panorama mais próximo sobre a realidade das atividades produtivas exercidas nos quilombos, e serviu como insumo para a construção da Matriz Analítica no último mês. 

Segundo Meline Machado, coordenadora de projetos na Ecam, a construção da matriz criou também abertura para levantar diálogos importantes sobre os desafios para a prática da Agricultura Familiar Quilombola. 

“Foi percebida uma grande demanda de apoio a essas comunidades, como ações de assistência técnica, por exemplo. Também percebemos que é urgente e necessário que as comunidades tenham acesso às políticas básicas, como acesso de qualidade à energia e água”,  destaca Machado.

A coordenadora da CONAQ-AP, Núbia Cristina, complementa que, além de identificar as causas e consequências na hora de produzir e comercializar, a oficina permitiu a troca de experiência com outras comunidades quilombolas, fazendo com que novas metas fossem traçadas a partir das informações e conversas. 

“A Matriz veio para sistematizar as informações sobre a nossa produção e vai, com certeza, trazer mais segurança sobre o que a gente realmente produz e sobre a nossa produção técnica. E isso é muito bom porque a gente sabe que está no mercado e que pode sim ocupar espaço ao lado das grandes empresas que atuam nas áreas rurais dentro do estado, pois sempre nos foi dito que elas eram as maiores potências econômicas, mas hoje podemos comprovar que nossos produtos contribuíram de forma significativa, principalmente durante a pandemia”, destaca Núbia.

Segundo as instituições realizadoras, depois de sistematizar as informações, a Matriz Analítica será disponibilizada para o uso das comunidades e da CONAQ-AP. O conteúdo será um instrumento de apoio também para a construção da rede de parceiros que atuam com a atividade.

Capacitação em produção de biofertilizantes

Além da oficina de construção da matriz, também foi realizada a atividade “Mão na massa”, onde Ronaldo Freitas, colaborador da Ecam, pôde compartilhar técnicas de produção de biofertilizantes para que produtores e produtoras quilombolas possam aplicar nas roças e quintais de suas comunidades.

“Essa capacitação surge com o objetivo de diminuir os custos de produção dos produtores quilombolas com insumos agrícolas. O biofertilizante é feito com ingredientes caseiros disponíveis na maioria das propriedades, sendo possível substituir ou mesmo complementar uma adubação química”, finaliza Ronaldo Freitas. 

Texto: colaboraçãod a Prezz Comunicação


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